Doria para França: “Carreirista!”. França para Doria: “Você não é Bolsonaro, é bolso seu”

Na noite de ontem (18), a TV Bandeirantes realizou debate entre os candidatos ao governo de São Paulo que vão disputar o segundo turno próximo dia 28. O atual governador Márcio França (PSB) e o ex-prefeito da capital paulista João Doria (PSDB) trocaram acusações no primeiro bloco do encontro e movimentaram as redes sociais.

O clima começou a esquentar no debate quando Doria acusou França de ter ligação com o PT, de ser "carreirista" e fazer política velha e França disse que Doria se apoia a Bolsonaro por interesse.

“Eu queria saber por que você esconde o apoio do PT ao seu partido e a você. E por que o Partido Socialista Brasileiro, o seu partido tem uma página no site oficial dizendo Lula livre, pedindo a libertação do Lula”, perguntou o ex-prefeito.

“Meu partido não é PT, não sou PT, não apoio PT. Você está ficando doido com esse negócio de PT. Olha, o PT te ajudou com R$ 6 milhões para sua empresa durante o governo Lula”, respondeu França.

“Você não é Bolsonaro, você é ‘bolso seu’. Tudo que interessa a você do seu jeito, você acha que dá pra fazer”, disse França a Doria.

Veja o vídeo:

“Se o Lula sair da cadeia amanhã e ficar na frente das pesquisas, você se agarra nesse Lula também. Você se agarrou no Bolsonaro, você falou mal do Bolsonaro, disse que ele era extremista... Nem acabou a eleição e você se agarrou nesse Bolsonaro, e esse coitado fugindo de você lá no Rio de Janeiro”, continuou França.

Doria então acusou França de ser citado nas delações da Odebrecht. “Eu quero saber por que você, na lista da Odebrecht, era conhecido por ‘Paris’”, pergunta Doria. “Eu desafio você. Encontra lá um depoimento que tem o meu nome que eu renuncio o meu mandato”, respondeu França, que foi aplaudido pela plateia e pelo próprio Doria.

Eleição em São Paulo

Na pesquisa Datafolha divulgada ontem (18), João Doria aparece com 53% da intenção de votos válidos contra 47% de Márcio França. Considerada a margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a vantagem de Doria é de, no máximo, dois pontos. Os votos válidos desconsideram os eleitores que declararam votar em branco, nulo ou não decidiram.

Nos votos totais, Doria aparece com 44% e França com 40%. Os dois candidatos ficam empatados no limite da margem de erro. Votos em branco ou nulos somam 9% e eleitores que não sabem ou não decidiram são 7%.

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