Covas assume novo mandato prometendo combater desigualdades e covid-19

O prefeito Bruno Covas (PSDB) e o vice Ricardo Nunes (MDB) foram empossados na prefeitura maior cidade da América Latina. A cerimônia foi realizada na Câmara Municipal de São Paulo em sessão presidida pelo veador Eduardo Suplicy (PT).

Em sua fala, Covas defendeu a democracia, reproduzindo discurso da vice-presidente eleita dos Estados Unidos, Kamala Harris: "Proteger a nossa democracia exige muita luta". O prefeito reeleito afirmou que a prioridade do novo mandato será o combate às desigualdades.

"A prioridade na nossa administração está colocada: contribuir para diminuir as desigualdades sociais no nosso município. Isso exige sensibilidade social e sentido de urgência", afirmou.

Parafraseando seu avô, Mario Covas, ex-senador e ex-governador de São Paulo, Covas reconheceu os desafios que vai enfrentar durante seu mandato: "Tomo posse consciente dos desafios dramáticos que aguardam a mim e a minha equipe".

O prefeito também destacou a necessidade de investimentos em saúde e nas ações contra a covid-19 baseadas na ciência. "Queremos mais responsabilidade coletiva baseada na ciência, que as vacinas estejam a disposição e o país possa seguir o seu percurso. Que aprendamos com as lições da pandemia", declarou.

Em alusão ao presidente Jair Bolsonaro, Covas disse que o "discurso do negacionismo" está no fim e que "o vírus do ódio e intolerância deve ser banido da sociedade".

"O negacionismo está com os dias contados. Prevalecerá o diálogo, a conversa, a construção coletiva, a compreensão de que há mais em comum entre nós do que as nossas visões distintas nos separam. No caso da pandemia o inimigo é um só: o vírus. E o momento exige união", ressaltou.

Ele ainda disse que o momento não convém aos "lacradores de redes sociais". O que vai predominar, segundo o tucano, será a moderação. "Por isso é fundamental conversar de forma generosa e aceitar as diferenças."

Bruno Covas venceu a eleição em segundo turno com mais de 3,1 milhões de votos (59,38%) contra Guilherme Boulos (Psol), que ficou com 40,62% dos votos válidos.

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