Bivar sobre desempenho do PSL: não basta ter dinheiro se não há poder político

Dono da segunda maior quantia do fundo eleitoral (R$ 199,4 milhões), o PSL não elegeu nenhum prefeito de capital e seus principais candidatos tiveram votações que os deixaram distantes até da disputa de segundo turno, como Joice Hasselmann, em São Paulo, e Fernando Fracischini, em Curitiba. O presidente do PSL, Luciano Bivar, comentou o desempenho do partido nas eleições de 2020.

“Não basta ter dinheiro, tem que ter o poder também. O sistema político brasileiro hoje, sem coligações, você fica com dois partidos, o partido do presidente e o partido dos governadores. Enquanto houver essas emendas impositivas isso vai acontecer. É preciso que a gente repense tudo isso para que o processo não fique bipartidário”, disse o dirigente partidário ao Congresso em Foco.

“As pessoas se cooptam diante de uma secretaria de governo, de uma liberação, um benefício, trator, perfurações, laureados com essas emendas impositivas que eles levam para seus municípios e fazem troca eleitoral.”

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O presidente partidário afirmou que uma eventual volta do presidente Jair Bolsonaro ao partido não está mais em discussão. “Não, não, isso é um assunto que não está mais em pauta, não estamos discutindo”. Bivar nega que isso tenha a ver com a resistência do diretório de São Paulo a Bolsonaro. “Não, tem nada a ver, isso é mais nacional, é um problema da nacional, não de determinado diretório ou estado”.

Bolsonaro está rompido com o PSL, legenda pela qual se elegeu, desde novembro de 2019, quando se desfiliou do partido para criar o Aliança Pelo Brasil. Em agosto, Bolsonaro ensaiou um movimento de reaproximação com a sigla.

Entre os defensores de um diálogo com o governo estava o líder do PSL na Câmara, Felipe Francischini (PR). O próprio presidente nacional do partido tem adotado um tom conciliatório e citou a possibilidade de extinguir a punição dos deputados bolsonaristas do PSL que participam da criação do Aliança pelo Brasil.

Apesar disso, a reaproximação não é unanimidade no partido e as negociações para que Bolsonaro se filie de novo a legenda não avançaram.

O PSL e o governo vão estar em lado opostos na disputa pela presidência da Câmara. Enquanto Bolsonaro age para que Arthur Lira (AL) comande a Casa Legislativa, Bivar está do mesmo lado do grupo de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O presidente do PSL afirmou que vai debater com Maia as eleições internas da Câmara. “Ficamos para resolver isso depois do segundo turno. Todos nós quatro estamos (Baleia Rossi, Aguinaldo Ribeiro, Marcos Pereira e Bivar) aí vendo isso, estamos juntos. O que importa é que todos tenham o perfil em defesa do Parlamento”.

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