Antes de ser empossado senador, filho de Bolsonaro já começa a atacar o Congresso em Foco

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) acusou este site de receber dinheiro do governo “para fazer militância política esquerdopata”. A afirmação coincide com outras manifestações com que o Congresso em Foco foi brindado, nas redes sociais, após publicar editorial no qual deixou explícita a opinião de que "Bolsonaro é o pior que nos pode acontecer".

Eis o post que Flávio Bolsonaro publicou, no sábado (27), para os seus mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram:

 

 

A imputação é falsa da primeira à última letra. Fosse verdadeira a afirmativa de Flávio Bolsonaro, teríamos faturado em publicidade do governo federal no ano passado R$ 1,2 milhão, certo? 100 mil x 12. Pois o faturamento total foi de R$ 70.783,00. Em homenagem a nossos leitores, abrindo mão do sigilo comercial pelo qual toda empresa procura zelar, também informamos as receitas federais faturadas em 2018 (valores em reais):

Janeiro – zero

Fevereiro – zero

Março – 4.424

Abril – 12.715

Maio – 23.662

Junho – zero

Julho – zero

Agosto – zero

Setembro – 12.429

Outubro – zero

Total – 53.230

Fomos ao ar pela primeira vez em 12 de fevereiro de 2004. Dessa data até o final do governo Lula, em dezembro de 2010 – um período, portanto, de sete anos – faturamos contra o governo federal o exato montante de R$ 65.700.

Quanto à “esquerdopatia”, deve ter sido ela a inspiração para várias reportagens e levantamentos que revelaram com exclusividade o envolvimento em atos questionáveis, e possivelmente ilícitos, de pessoas e instituições ligadas ao PT e à esquerda. Dois exemplos, dentre tantos possíveis, são a matéria que desnudou a operação feita entre a Odebrecht e o BNDES para a construção do porto de Mariel, em Cuba, e a notícia sobre o inquérito em que a Procuradoria-Geral da República investigava a suspeita de que Lula era o chefe do petrolão.

“Esquerdopatia” também evidente no espaço que o Congresso em Foco sempre teve prazer em oferecer às mais diversas correntes de pensamento e personalidades, inclusive algumas que anunciaram voto em Bolsonaro para presidente, como o deputado e virtual chefe da Casa Civil no governo, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e o cientista político Paulo Kramer, que assessora a equipe do futuro governo.

Não publicamos o editorial em favor da esquerda, do partido P, do candidato H ou de qualquer força ideológica ou figura política. Publicamos em nome da democracia, valor que a família Bolsonaro parece ter grande dificuldade em compreender.

 

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