Bolsonaro recebe grupo de professores anti-hegemonia de esquerda

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) se encontrou nesta segunda-feira (25) com o representante de um grupo de professores criado para "romper com a hegemonia da esquerda e combater a perseguição ideológica".

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Com o nome Docentes pela Liberdade (DPL), a iniciativa se define como um "grupo apartidário formado por docentes e profissionais de qualquer área, cujo interesse é recuperar a qualidade da educação no Brasil".

Nesta manhã, Bolsonaro se reuniu com Marcelo Hermes Lima, presidente do DPL e entusiasta do presidente. O biólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) se define no Twitter como direitista e tem em seu user o número 17, numeral que Bolsonaro utilizou nas eleições de 2018.


Na sexta-feira passada (22), ele comentou na rede social que iria se encontrar com o presidente e ironizou a qualidade das universidades brasileiras."Segunda que vem conversarei com o presidente. O que devo falar para ele além do DPL? Das nossas universidades 'maravilhosas'?", disse.

No Twitter do grupo, o encontro foi celebrado, com elogios a Lima e a Bolsonaro. "Estamos aqui e somos muitos. Jogamos fora a nossa mordaça. Saímos das sombras em que nos colocaram por décadas e agora exigimos voz e vez", afirma.

De acordo com o grupo, eles são a maioria de "professores de bem", o que inclui também docentes de esquerda que votaram em um "governo que prometeu mudanças" e que "ainda estão em tratamento".

Elogios a Weintraub

Criticado por instituições de representação estudantil e docente, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, encontra apoio entre os membros do DPL.

No Twitter de Lima, o presidente do Docentes pela Liberdade elogia uma entrevista do ministro à Gazeta do Povo, em que ele critica a militância nas universidades e fala que tem medo de ser assassinado.

"Excelente entrevista! Só falou verdades. Há um plano de matar o ministro? (me pergunto) Será que o PCC vai fazer o serviço que a esquerda tanto sonha?", afirmou.

Já o diretor de comunicação do DPL, o professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco Emanoel Barros, classificou o ministro da Educação como um dos cinco nomes que representam o "novo Brasil", no Twitter. O perfil oficial do Docentes pela Liberdade retuitou a publicação.

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