Bolsonaro promete apurar falhas no Enem

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai averiguar se a falha no Enem foi "sabotagem" ou "falha humana".  Ele declarou, nesta terça-feira (28), ao chegar no Palácio da Alvorada após viagem para Índia, que o governo assumirá responsabilidade caso se comprove falha da equipe organizadora da prova.

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"Enem está complicado. Eu estou conversando com ele [ministro da Educação, Abraham Weintraub], para ver se foi alguma falha nossa, falha humana, sabotagem, seja lá o que for. Temos que chegar no final da linha e apurar isso. Não pode acontecer isso. E nós sabemos que tudo está na mesa. Eu não quero me precipitar dizendo o que deve ter acontecido com o Enem", afirmou o presidente.

"Eu quero realmente é apurar e chegar no final da linha para falar com propriedade. Se for nossa [falha], assume. Se for de outros, mostra com provas o que houve", complementou.

Prouni

O Ministério da Educação suspendeu as inscrições no Programa Universidade para Todos (Prouni), que estava prevista para iniciar nesta terça-feira (28) e encerrar na sexta-feira (31). O MEC ainda não estipulou um novo prazo para abertura do período de inscrição.

A suspensão aconteceu após Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região decidir suspender a divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O MEC afirmou que os novos cronogramas só serão divulgados após decisão final da justiça.

O Prouni foi criado em 2004 pelo então ministro da Educação Fernando Haddad (PT) com objetivo de conceder bolsas em universidades particulares. Além das bolsas, o programa oferece iniciativas de permanência estudantil como o Bolsa Permanência e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O Sisu é um programa do governo de oferta de vagas em instituições federais. Tanto o Sisu quanto o Prouni utilizam notas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Enem

No dia 18 de janeiro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, admitiu falhas nas correções da prova. Na sequência, a Defensoria Pública da União (DPU) pediu suspensão da divulgação dos resultados do Sisu.

Segundo a DPU, a revisão das notas pode provocar alteração nos resultados finais dos candidatos e assim prejudicar os estudantes no processo de seleção para vagas em instituições de ensino superior.

Com informações da Agência Brasil e do G1.

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