Relator da reforma no Senado quer entregar parecer neste mês

Relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE) quer entregar o seu parecer em menos de 30 dias. Ele alegou que o Brasil não suportaria ver a tramitação da matéria se alongar até o próximo ano e, por isso, prometeu trabalhar o mais rápido possível para aprovar a proposta que muda as regras da aposentadoria brasileira do Senado.

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"Assumo o compromisso de ter a celeridade que é necessária, porque não podemos deixar o país suspenso mais por tanto tempo", afirmou Tasso Jeressaiti, ao ser oficialmente designado relator do texto no Senado pela presidente da na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, senadora Simone Tebet (MDB-MS), na tarde desta quinta-feira (8).

"Me comprometo a fazer, dentro dos meus limites, o mais rápido possível. Se temos 30 dias na CCJ, ouvidas as pessoas, os sindicatos e associações em audiências públicas, pretendemos fazer a entrega do relatório antes do prazo, se assim a presidente concordar e o regimento permitir", concluiu Jereissati.

Na mesma sessão - aberta logo depois de o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), receber o texto da reforma das mãos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - Simone Tebet declarou aberta a possibilidade de os senadores entregarem requerimentos e pedidos de audiência pública para discutir a Proposta de Emenda à Constituição 6/2019.

"Pelo prazo regimental de 30 dias, estaremos nos debruçando sobre essa matéria", informou a senadora, que elogiou o texto aprovado pelos deputados. "A reforma já chega mais justa e pronta para ser debatida nesta Casa. Não chega pronta, chega para ser debatida na CCJ. Que possamos ter um debate de alto nível, podendo cada um colocar suas posições ideológicas no debate", pediu a senadora.

Jereissati afirmou, porém, que o texto recebido da Câmara é "o melhor possível dentro deste contexto". Ele reforçou=a ideia de aprovar "o coração" do que foi aprovado na Câmara e discutir alterações, como a inclusão de estados e municípios na reforma, depois, através de uma PEC paralela.

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