Randolfe inclui tributação sobre lucros e dividendos na MP do Bolsa Família

Líder da oposição no Senado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) alterou a medida provisória que institui o 13º do Bolsa Família para tornar o benefício permanente. Relator da MP, Randolfe propõe a taxação de lucros e dividendos no Imposto de Renda. De acordo com o relatório, a cobrança pode aumentar a arrecadação em até R$ 124 bilhões em 2020.

> Veja a íntegra do relatório de Randolfe

Pela proposta de Randolfe, a União ficará com 51% dos recursos. Os 49% restantes serão divididos entre estados e municípios. O relator sugere uma alíquota de 15% para os lucros ou dividendos pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado. O relator livrada tributação as empresas inscritas no Simples.

> Senado discute Imposto de Renda sobre lucros e dividendos

O senador quer que o 13º seja pago aos beneficiários do Bolsa Família todos os anos, e não apenas em 2019, como propôs o governo. Ele também prevê a inclusão das pessoas atendidas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), que atende idosos e deficientes.

De acordo com o relator, estudo feito pela Consultoria do Senado indica que a taxação possa aumentar a arrecadação, em 2020, entre R$ 97 bilhões e R$ 124 bilhões. Randolfe defende, ainda, que o valor pago pelo Bolsa Família passe a ser corrigido automaticamente pela inflação. Essa obrigação não existe atualmente. O relatório deve ser analisado em reunião da comissão mista, responsável pela análise preliminar da medida.

> Governo divulga calendário do Bolsa Família para 2020

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