Embaixadores da China e dos EUA no Brasil trocam ataques no Twitter

A disputa entre as duas maiores potências econômicas mundiais, China e Estados Unidos, chegou ao Twitter de seus representantes diplomáticos no Brasil. Em mensagem publicada na madrugada deste domingo (12), o embaixador chinês, Yan Wanming, reagiu a um comentário feito pelo colega norte-americano, Todd Chapman, a respeito de uma notícia sobre a esterilização em massa de chinesas uigures, de origem muçulmana, por parte do Partido Comunista Chinês. Chapman retuitou o texto com o seguinte comentário: “Silêncio não é uma opção”.

Wanming disse que o embaixador norte-americano estava no Brasil para espalhar boatos e mentiras contra a China e comparou os Estados Unidos a uma formiga que tenta derrubar uma árvore gigante.

Veja o post:

Principal parceiro comercial do Brasil, a China já reagiu algumas vezes a declarações de políticos brasileiros alinhados aos Estados Unidos, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. Ambos apontaram interesse econômico do governo chinês na propagação do coronavírus.

A embaixada chinesa em Brasília reagiu, em março, de maneira dura, a uma provocação de Eduardo, que exibiu um vídeo que acusava o país asiático de se favorecer economicamente da pandemia. "As suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos. Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental, que está infectando a amizades entre os nossos povos", respondeu o embaixador Wanming no Twitter na época.

Na semana passada Bolsonaro visitou a residência oficial do embaixador dos Estados Unidos para comemorar o aniversário da independência do país. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ja reforçou publicamente sua posição pró-alinhamento com os EUA em detrimento da China.

O Congresso em Foco não conseguiu contato com os embaixadores para comentar a nova polêmica.

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