Conselho do Banco Mundial diz que não pode barrar indicação de Weintraub

O presidente do conselho de ética do Banco Mundial, Guenther Schoenleitner, afirmou nesta quarta-feira (24) que não possui poderes para interferir no processo de nomeação de Abraham Weintraub para o cargo de diretor executivo da instituição.

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Schoenleitner respondeu à carta aberta enviada pela Associação de Funcionários do Banco Mundial em que os funcionários solicitavam a intervenção do conselho de ética na nomeação do ex-ministro da Educação para o cargo. O argumento utilizado pela associação é de que Weintraub é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre crime de racismo contra o povo chinês. Os signatários pediram que sua nomeação seja suspensa até a finalização das investigações. Segundo informações da CNN, está é a primeira vez, desde a fundação do Banco Mundial 1944, em que a associação demonstra descontentamento pela indicação de um diretor executivo.

O presidente do conselho de ética explicou também que, para ser eleito, Weintraub precisa da maioria dos votos da cadeira composta pelo Brasil e outros oito países (Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago, Filipinas, Suriname, Haiti, República Dominicana e Panamá). Segundo ele, nem a administração do Banco Mundial poderia interferir neste processo.

Como o Brasil tem o maior poder de voto entre estes países, mesmo que os outros membros não votem no candidato, ele pode ser eleito para o cargo e atuar na função até o final do mandato, esclarece Schoenleitner. A única maneira do ex-ministro não assumir o cargo, pelas novas regras, é caso o ministro da Economia, Paulo Guedes, vote contra o ex-colega.

Em carta, o comitê esclarece também que compartilha do compromisso da organização de eliminar o racismo da instituição e que Weintraub estará sujeito ao Código de Conduta para Funcionários do Conselho, ao se tornar um funcionário.

"Como todos os outros funcionários ele será informado sobre suas obrigações, inclusive no que diz respeito a declarações públicas e não interferência nos assuntos políticos dos membros" ressaltou Schoenleitner.

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