Apesar de recuo, desemprego ainda atinge 14,4 milhões de brasileiros

A taxa de desemprego no Brasil teve um recuo de 0,6 pontos percentuais no trimestre móvel de abril a junho deste ano, passando de 14,7% para 14,1% em relação ao trimestre de janeiro a março. Com isso, o desemprego atinge os 14,4 milhões de brasileiros, o que indica para a estabilidade deste saldo negativo. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça (31).

Comparado ao mesmo trimestre do ano passado, verifica-se pela PNAD um aumento de 12,9% no número de desempregados, isto é, mais de 1,7 milhões de pessoas desempregadas do que no mesmo período do ano passado.

Quanto ao rendimento médio real habitual, ante o trimestre móvel anterior, houve reduções em dois grupamentos: comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-3,3%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-5,1%), com estabilidade nos demais.

Confira outros indicativos da PNAD divulgados nesta terça:

A população ocupada (87,8 milhões de pessoas) cresceu 2,5% (mais 2,1 milhões de pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e 5,3% (mais 4,4 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020 (83,3 milhões de pessoas ocupadas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 49,6%, cresceu 1,2 p.p. frente ao trimestre móvel anterior (48,4%) e 1,6 ponto percentual ante igual trimestre de 2020 (47,9%).

A taxa composta de subutilização (28,6%) caiu 1,1 p.p. em relação ao trimestre anterior (29,7%) e ficou estável na comparação com o mesmo trimestre de 2020 (29,1%).

A população subutilizada (32,2 milhões de pessoas) diminuiu 3,0% (menos 993 mil pessoas) frente ao trimestre anterior (33,2 milhões) e ficou estável na comparação anual (31,9 milhões).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,5 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, com altas de 7,3% ante o trimestre anterior (511 mil pessoas a mais) e de 34,4% (1,9 milhão de pessoas a mais) frente ao mesmo trimestre de 2020.

A população fora da força de trabalho (74,9 milhões de pessoas) caiu 2,1% (menos 1,6 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e de 3,7% (menos 2,9 milhões de pessoas) na comparação anual.

A população desalentada (5,6 milhões de pessoas) caiu 6,5% ante o trimestre anterior (menos 388 mil pessoas) e ficou estável no ano. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (5,2%) caiu 0,4 p.p. nas duas comparações (ambos em 5,6%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 30,2 milhões de pessoas, subindo 2,1% (618 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e ficando estável ante o mesmo trimestre de 2020.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (10,0 milhões de pessoas) subiu 3,4% (332 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 16,0% (1,4 milhão de pessoas) no ano.

*Com informações do IBGE

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