Na ONU, Maia propõe parceria em prol dos direitos humanos no Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), propôs que a Organização das Nações Unidas (ONU) trabalhe junto com a Câmara dos Deputados na fiscalização da situação dos direitos humanos no Brasil. Maia entregou a proposta de cooperação nesta sexta-feira (13) à alta-comissária para os Direitos Humanos da ONU, Michele Bachelet, que já entrou em atrito com o presidente Jair Bolsonaro e chegou a dizer que tem pena do Brasil quando lembra que Bolsonaro já defendeu regimes ditatoriais como o do chileno Augusto Pinochet.

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"Entregamos uma proposta de cooperação entre a ONU e a Comissão de Direitos Humanos e Minorais da Câmara para a criação de Observatório Parlamentar sobre a situação de direitos humanos no Brasil", informou Rodrigo Maia no Twitter.

Maia está em Genebra desde quinta-feira (12) para participar de uma rodada de reuniões com organizações internacionais como o Fórum Econômico Mundial, a Organização Mundial de Comércio e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual. Nesta sexta, seu primeiro compromisso oficial foi, contudo, com Bachelet.

"Estivemos hoje na ONU, onde nos reunimos com a Alta-Comissária para os Direitos Humanos da organização, Michele Bachelet. Conversamos sobre a importância do permanente diálogo entre as instituições democráticas e a sociedade civil", acrescentou Maia nas suas redes sociais.

Segundo o deputado Professor Israel (PV-DF), que acompanha Maia em Genebra, Bachelet "expressou profunda preocupação quanto ao Brasil nas questões de proteção ambiental, aumento da violência policial e com a diminuição dos espaços sociais". "Os organismos internacionais estão atentos aos sinais das nossas autoridades. Mais uma vez, precisamos de ponderação, sisudez e equilíbrio na diplomacia brasileira", disse o deputado nas suas redes sociais.

O vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (Republicanos-SP) também esteve com Bachelet, que no mês passado também já havia conversado sobre a situação dos direitos humanos no Brasil com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Helder Salomão (PT-ES), e a deputada Erika Kokay (PT-DF).

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