Em live com Damares, Bolsonaro diz que há “gente demais” anistiada

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje que a Lei da Anistia foi feita pelo PT “para beneficiar os seus amigos que porventura fossem lá pedir indenização”. Bolsonaro questionou perseguições e crimes sofridos por cidadãos durante a ditadura militar. Mesmo ponderando que nenhum regime é perfeito, ele afirmou que o volume de anistiados no Brasil é muito elevado. “O último número a que tive acesso é de 38 mil anistiados. É gente demais”, disse.

“O que essas pessoas queriam no passado, lutavam por quê? Por que causa elas lutavam? O que elas queriam fazer aqui no Brasil?”, questionou Bolsonaro. O presidente é ex-capitão do Exército e já fez declarações elogiosas ao regime, afirmando que ele expulsou do país a ameaça do comunismo.

A fala foi proferida em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (27) ao lado da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A ministra, por sua vez, afirmou que a Comissão de Anistia é “emblemática”e disse que herdou de governos anteriores um descaso com os anistiados. Segundo ela, há mais de 9 mil requerimentos que o governo têm para analisar. 

A Comissão da Anistia foi instituída em 2012 pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi perseguida e torturada durante o regime militar. Inicialmente o órgão ficava sob a tutela do Ministério da Justiça, mas foi transferido para a pasta dos Direitos Humanos no início do governo Bolsonaro.

“O quadro é grave. Nós estamos aplicando a lei e sendo justos com cada requerimento”, disse, prevendo que ainda levará um tempo para analisar todos os pedidos. Ela afirmou que também está havendo revisão de alguns requerimentos de ex-cabos da FAB.

Damares relembrou que está analisando os casos dos ex-presidentes Dilma e Lula e pontuou que o trabalho já devia ter acabado. “É muito complexo, é muita ideologia. Mas nós estamos cumprindo a lei, disse ela. Segundo Damares, já foram pagos R$ 12 bilhões em indenizações pela comissão, a maior parte por governos passados. “Essas coisas atrasam o Brasil, disse Bolsonaro sobre o valor destinado ao pagamento de reparação a vítimas da ditadura.

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