Dono do Madero pede desculpas e reafirma preocupação com crise econômica

O empresário dono da rede de restaurantes Madero, Júnior Durski, disse, um dia após afirmar que o Brasil não pode parar por causa de cinco ou sete mil mortes, que foi mal interpretado. O apoiador de Jair Bolsonaro e sócio do apresentador Luciano Huck também afirmou que se importa e lamenta com cada vida que venha a padecer com a doença, e completou dizendo que "não pode ser desproporcional essas medidas para contenção do coronavírus".

> “Brasil não pode parar por 5 ou 7 mil mortes”, diz dono do Madero

"Eu me incomodo e me preocupo muito com cada uma das pessoas que já estão morrendo ou que morrerão por conta do coronavírus. Não tenho dúvidas de que não podemos deixar ninguém para trás", disse em um vídeo publicado nesta terça (24) em seu Instagram.

"Eu não estou no conforto do lar, eu trabalhei todos os dias e vou trabalhar todos os dias. Eu não sou grupo de risco e tenho obrigação com meus oito mil empregados que nós vamos manter. Obrigação com nossos clientes", disse.

O empresário suplicou para que não fosse mal interpretado. "Eu não quero dizer, eu nunca vou dizer, que uma vida não é importante. Cada vida é importante, mas vamos cuidar com a mesma intensidade dos ricos e dos pobres. Os pobres não estão sendo assistidos e todas essas escolas que estão fechadas e que não têm merenda escolar?", declarou.

"Vamos ser mais humanitário, vamos ser mais racional, vamos pensar na grave crise que vem, a econômica", continuou. "Podem morrer bilhões de pessoas com base na crise econômica que vai se instalar. Eu não estou preocupado comigo, se a crise tiver, nós temos condições de passar pela crise. Mas os pequenos não tem", concluiu.

 

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O novo vídeo publicado pelo empresário veio para amenizar as críticas que recebeu após a publicação que fez na última segunda (23). Durski havia afirmado que o país não poderia parar por "cinco ou sete mil mortes".

“O país não aguenta, não pode parar dessa maneira. As pessoas têm que produzir e trabalhar. Não podemos [parar] por conta de cinco ou sete mil pessoas que vão morrer. Isso é grave, mas as consequências que vamos ter economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus”, disse o empresário no vídeo publicado ontem.

 

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