“Bolsonaro não tem dimensão humana”, diz Maia ao criticar deboche com tortura a Dilma

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou o presidente Jair Bolsonaro por ter posto em dúvida a tortura sofrida pela ex-presidente Dilma Rousseff ao falar ontem, em tom de ironia, que não havia recebido a radiografia da mandíbula dela, alvo de soco desferido por um torturador durante a ditadura militar.

Para o deputado, Bolsonaro não tem "dimensão humana" e age como torturador ao debochar da dor de outra pessoa. A mensagem foi publicada há pouco por Maia nas redes sociais. Ele lembrou que seu pai, o ex-prefeito e vereador eleito Cesar Maia, também foi torturado e exilado durante o período ditatorial:

Mensagem publicada por Maia nas redes sociais na manhã desta terça-feira

Bolsonaro  ironizou ontem a tortura sofrida por Dilma no período em que esteve presa na década de 70, durante o período da ditadura. Em conversa com apoiadores, no Palácio da Alvorada, ele fez chacota com a violência sofrida pela rival política: "Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver", disse.

Dilma divulgou uma nota em suas redes sociais em que afirma que o atual presidente tem uma "visão de mundo fascista" que pode ser evidenciada  "na celebração da violência". Ela continua: "É triste, mas o ocupante do Palácio do Planalto se comporta como um fascista. E, no poder, tem agido exatamente como um fascista. Ele revela, com a torpeza do deboche e as gargalhadas de escárnio, a índole própria de um torturador".

Veja a íntegra da resposta de Dilma

Os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso também saíram em defesa da petista e condenaram as declarações de Bolsonaro.

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