“Execução de Marielle é atestado de óbito do Rio”: veja manifestações no mil dias do crime

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes completa mil dias nesta terça-feira (8). Desde 14 de março de 2018 não há respostas sobre qual a motivação e o mandante do crime.

Nos últimos dois anos a polícia prendeu dois suspeitos: o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz.

Nesta terça-feira (8) o Psol, movimentos sociais, coletivos, celebridades, organizações não-governamentais, partidos e ativistas se organizaram em ações nas ruas e nas redes para lembrar o fato. Usando a hashtag  #1000DiasSemMarielle pediram justiça na resolução do caso e o fim da violência política no Brasil. 

Em plenário, a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) fez um pronunciamento exigindo respostas para o caso."São mil dias sem a companheira Marielle Franco e sem o Anderson Gomes. São mil dias sem justiça em nosso país. São mil dias de impunidade sem que Estado brasileiro responda quem mandou matar a nossa companheira, amiga, vereadora, mulher negra, combativa, generosa, dona de um sorriso do tamanho do mundo", disse. "Foi um assassinato brutal", completou.

Veja outras reações: 

Marielle Franco foi a segunda mulher mais votada no município do Rio de Janeiro em 2016, com mais de 45 mil votos. Nascida em 1979, era uma mulher negra e lésbica, criada na favela da Maré, no Rio de Janeiro. Uma das suas principais pautas era a crítica à intervenção federal e militar na capital fluminense, tendo denunciado diferentes casos de abuso de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades locais.

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