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Deputados e senadores investigados no STF – Rio Grande do Sul

Rio Grande do Sul


Deputados:


Afonso Hamm (PP): Inquérito 3989, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Apontado pelo doleiro Alberto Youssef como um dos parlamentares do PP que recebiam mesada de R$ 30 mil a R$ 150 mil do esquema de corrupção na Petrobras, desbaratado pela Lava Jato

Alceu Moreira (PMDB): Inquérito 3076, por crimes contra Lei de Licitações e corrupção passiva.

Assis Melo (PCdoB): Responde à ação penal 1009, acusado de invadir estabelecimento industrial, comercial ou agrícola e sabotagem.

Giovani Batista Feltes (PMDB) – Licenciado: O secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul é réu na ação penal 921, por crimes de responsabilidade.

Jerônimo Goergen (PP): Investigado no inquérito 3989, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Apontado em delação da Lava Jato como um dos deputados do PP que receberam recursos desviados da Petrobras. “Sou o maior interessado em que tudo se esclareça. Que os envolvidos sejam culpados; e os inocentes, inocentados”, diz.

José Otávio Germano (PP): Investigado nos inquéritos 3980, 3989 e 3991, por corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. É alvo de duas denúncias da PGR relacionadas à Lava Jato. Em abril deste ano, foi denunciado, com o deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG). Eles são acusados de pagar propina de R$ 200 mil ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para retribuir a inclusão da Fidens Engenharia na lista de empresas aptas a participar de grandes contratos com a Petrobras. Em março do ano passado, ele já havia sido denunciado sob a acusação de receber uma mesada com recursos desviados da estatal.

José Stédile (PSB): Réu na ação penal 599, por crimes contra o sistema financeiro, e investigado no inquérito 3825. O deputado alega que, quando era prefeito de Cachoeirinha (RS), assinou documento referente a uma aplicação financeira não proveniente de licitação. “O Fundo de Previdência Municipal foi composto por técnicos da prefeitura e pessoas eleitas pela categoria dos funcionários públicos municipais. Jamais tive qualquer ingerência nas decisões desse fundo, o que está comprovado em todas as atas que o conselho realizou”, diz.

Leia a íntegra da nota enviada pelo deputado:

“Trata-se de um apontamento que recebi no período em que fui prefeito do município de Cachoeirinha/RS. O Fundo de Previdência Municipal foi composto por técnicos da prefeitura e pessoas eleitas pela categoria dos funcionários públicos municipais. Jamais tive qualquer ingerência nas decisões deste Fundo o que está comprovado em todas as atas que este Conselho realizou.

Fui apontado pelo Tribunas de Contas do Rio Grande do Sul em duas oportunidades em função de investimentos que este Fundo fez no período e que não tiveram nenhuma participação minha. Cabe ressaltar, que os investimentos eram assegurados pelo Banco do Brasil e que os apontamentos se deram em função de não haver tido um processo licitatório. Os investimentos foram lucrativos e não geraram prejuízos ao município.

Um dos processos que está adiantado já tem parecer do Supremo me isentando de qualquer responsabilidade. Espero que o outro também tenha o mesmo parecer em breve.”

Luis Carlos Heinze (PP): Deputado mais votado do Rio Grande do Sul em 2014, responde ao inquérito 3989, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Apontado como um dos parlamentares do PP que recebiam mesada de R$ 30 mil a R$ 150 mil do esquema de corrupção na Petrobras, desmontado pela Operação Lava Jato. “Desafio o doleiro Alberto Youssef ou qualquer líder do meu partido a dizer quanto me deu, onde me deu e quem me deu. Estou enrolado nessa situação como se tivesse recebido recurso”, contesta.

Ao Congresso em Foco, o deputado Luis Carlos Heinze prestou os seguintes esclarecimentos:

“Eu não estou indiciado, eu fui citado. Fiz um pronunciamento na Casa me colocando à disposição para prestar todos os esclarecimentos que julgarem necessário. Sem advogado sem nada, protocolei um documento com o procurador-geral, Rodrigo Janot, e procurei o Leandro Daiello na Polícia Federal. Coloquei meus sigilos à disposição. Desafio o doleiro Alberto Yousseff ou qualquer líder do meu partido a dizer quanto me deu, onde me deu e quem me deu.

Estou enrolado nessa situação como se estivesse recebido recurso. Prestei depoimento na PGR e fiz tudo que tinha que fazer. Estou tranquilo. Coloquei todo o meu patrimônio à disposição. Nada foi adquirido por minha condição de político e ilegalmente”.

Marco Maia (PT): Ex-presidente da Câmara, responde a quatro inquéritos (4261, 4332, 4385 e 4434), por falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os dois últimos foram abertos com base em delações da Lava Jato. O deputado é suspeito de ter recebido R$ 1,35 milhão da Odebrecht, na forma de caixa dois, para sua campanha em 2014. Também é invetigado por ter sido acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral de receber propina para impedir a convocação de empreiteiros na CPI da Petrobras, da qual foi relator. O parlamentar alega ser vítima de “mentira deslavada” e que nunca fez pedidos à Odebrecht.

Maria do Rosário (PT): Inquérito 4398, por falsidade ideológica eleitoral. Delator da Lava Jato acusa a deputada de pedir e receber R$ 150 mil da Odebrecht, via caixa dois, para sua campanha eleitoral de 2010. A assessoria dela afirma que a menção ao seu nome é “totalmente inverídica” e que as contas de suas campanhas foram aprovadas pela Justiça eleitoral. “Jamais houve qualquer dúvida quanto ao trabalho da parlamentar. Ela segue atuando com a dignidade que a caracteriza, defendendo causas justas”, diz.

Ao Congresso em Foco, a assessoria da deputada encaminhou a seguinte nota:

“O depoimento em que é feito menção ao nome da deputada federal Maria do Rosário é totalmente inverídico.

As campanhas da deputada foram integralmente registradas e aprovadas na prestação de contas na Justiça Eleitoral.

Maria do Rosário disponibilizou todas as informações bancárias, fiscais e telefônicas e considera descabida a citação de seu nome. Jamais houve qualquer dúvida contra o trabalho da parlamentar. Ela segue atuando com a dignidade que a caracteriza, com dedicação e combatividade, defendendo causas justas.

Assessoria de imprensa deputada federal Maria do Rosário (PT-RS)”

Ônix Lorenzoni (DEM): Inquérito 4400, por falsidade ideológica eleitoral. Delator da Odebrecht na Lava Jato diz que o deputado recebeu R$ 175 mil, via caixa dois, para sua campanha de 2006. “Não recebi dinheiro da Odebrecht. É uma tentativa de armação e intimidação”, diz. Em maio, Onyx foi o primeiro parlamentar a admitir que recebeu ilegalmente R$ 100 mil doados pelo grupo JBS. Ele pediu desculpas e disse que relataria tudo ao Ministério Público. “Tive o cuidado de perguntar se o dinheiro era lícito, de origem limpa”, afirma.

Paulo Pimenta (PT): Inquérito 3499, por lavagem de dinheiro. “Trata-se de um inquérito relativo a fatos em que fui, indevidamente, envolvido, e que portanto não me dizem respeito”, diz.

Leia a íntegra da nota enviada pelo deputado:

“Trata-se de um inquérito relativo a fatos em que fui, indevidamente, envolvido, e que portanto não me dizem respeito. São fatos já denunciados por mim à Polícia Federal e, tenho a convicção, que levarão ao arquivamento do inquérito”.

Renato Molling (PP): Alvo do inquérito 3989, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Apontado na Lava Jato pelo doleiro Alberto Youssef como um dos parlamentares do PP que recebiam mesada de R$ 30 mil a R$ 150 mil desviados da Petrobras. Molling nega conhecer o doleiro e alega que seu nome foi usado indevidamente por alguém que queria receber a propina.

Yeda Crusius (PSDB): A ex-governadora gaúcha é investigada no inquérito 4406, por corrupção e lavagem de dinheiro, com base nas delações da Odebrecht na Lava Jato. Delatores afirmam que Yeda recebeu R$ 1,75 milhão, ao todo, da empreiteira para suas campanhas eleitorais de 2006 e 2010. Parte desses valores, segundo a acusação, foi repassada como caixa dois.

 

Senadores


Lasier Martins (PSD)

É investigado por agressão à ex-mulher. Ele nega ter praticado ato de violência, mas diz que não comenta o caso por estar em segredo de Justiça.

 

-------------- OUTROS ESTADOS ------------