Sarney ficará 15 dias fora do Senado

Presidente do Senado pede licença de duas semanas para se recuperar do acidente cardíaco que teve. É uma situação que pode atrasar instalação da CPI do Cachoeira

O Senado divulgou no início da noite de hoje (17) nota em que informa que o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), tirará uma licença de 15 dias para se recuperar de seus problemas de saúde. No fim de semana, Sarney internou-se no hospital Sírio-Libanês. O presidente do Senado corria risco de infarto e foi submetido a um cateterismo, seguido de angioplastia. O senador colocou um stent e ainda se recupera das cirurgias.

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A licença de Sarney, no entanto, provoca em princípio um risco de atraso para a instalação da CPI Mista do Cachoeira. Terminado o recolhimento de assinaturas para a CPMI, que vem correndo hoje (17), será necessária a convocação de uma sessão conjunta do Congresso para formalizar a instalação. Sarney é o presidente do Congresso. Na sua ausência, quem assume o cargo é a vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), mas ela já declarou que preferia que a instalação da CPMI fosse feita por Sarney. E alguns deputados alegam que, como Sarney não está fora do país, Rose não poderia instalar a CPI em seu lugar.

A nota do Senado informa apenas que a primeira vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), substituirá Sarney nas sessões do Senado. Segundo a nota, Sarney permanecerá no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo até o final da semana.

Hoje, por recomendação médica, as visitas ao presidente do Senado foram restritas. Além da família, apenas o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) estiveram com o presidente do Senado.

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