Queiroz foi preso na casa do advogado de Jair e Flávio Bolsonaro

O policial militar aposentado Fabrício Queiroz foi preso em um imóvel que pertence ao advogado Frederick Wassef, que representa o presidente Jair Bolsonaro no caso do atentado em Juiz de Fora (MG) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no processo relacionado ao esquema da “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Assim como Flávio, Wassef negava saber do paradeiro de Queiroz. O advogado participou ontem da posse do ministro Fábio Faria à frente do Ministério das Comunicações na condição de amigo do presidente Jair Bolsonaro.

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Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão de maneira considerada "atípica" pelo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). A suspeita é de que o policial aposentado, que assessorou o filho do presidente na Alerj, recolhia parte do salário de funcionários do gabinete e repassava o montante a Flávio, cuja evolução patrimonial também é objeto de investigação. Queiroz é amigo de Bolsonaro há mais de 30 anos. Desde o ano passado, ele se recusava a prestar depoimentos. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro deve seguir de helicóptero ainda nesta manhã para o Rio.

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A prisão dele foi determinada após ação conjunta do Ministério Público de São Paulo e do Rio de Janeiro e da Polícia Civil paulista. Além dele, também são alvos da Operação Anjos outros quatro ex-funcionários de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, contra os quais foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Entre eles, Alessandra Esteves Marins, que ainda trabalha para o senador.

Ela mora em um imóvel vizinho ao que consta da declaração de bens do presidente Jair Bolsonaro entregue à Justiça eleitoral em 2018. A casa está localizada no bairro de Bento Ribeiro, Zona Norte do Rio. O imóvel também foi vasculhado por agentes policiais.

Flávio Bolsonaro se manifestou por meio do Twitter nesta quinta e disse que "recebeu com tranquilidade os acontecimentos".

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