Operação investiga superfaturamento na compra de testes de covid no DF

Nova fase da Operação Falso Negativo, deflagrada na manhã desta quarta-feira (3), apura indícios de favorecimento e superfaturamento na compra de kits e testes para covid-19. São cumpridos 15 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em cidades da Bahia. A investigação apura uma dispensa de licitação, realizada pela Secretaria de Saúde do DF em maio do ano passado, para compra considerada superfaturada de 48 mil testes rápidos para covid-19. A suspeita é de que a transação tenha causado prejuízo de mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos.

As ações são conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do DF e da Bahia. Além de terem sido comprados com sobrepreço de mais de 150%, os testes tinham baixa qualidade, segundo as investigações. O negócio foi feito com uma empresa com sede na Bahia, a Matias Machado da Silva ME. De acordo com a operação, Fábio Gonçalves Campos, um dos principais alvos desta etapa da operação, atuava na empresa de forma oculta.

Na época em que o negócio foi fechado, Fábio Gonçalves era secretário parlamentar do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA). Ele foi exonerado do cargo em 26 de agosto de 2020, um dia após a deflagração da segunda fase da operação, que revelou ilicitudes relacionadas à dispensa de licitação e à contratação da Matias Machado. Segundo as investigações, Fábio teve entre seus padrinhos de casamento o ex-secretário de Saúde do DF Francisco Araújo, que chegou a ser preso naquela fase da operação. Os promotores também identificaram diálogos entre os dois sobre a negociação feita para a compra dos testes superfaturados. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Brasília.

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