Jair em silêncio, filhos falando em conspiração: a reação à prisão de Queiroz

Depois da prisão do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na manhã desta quinta-feira (18), a primeira reação da família Bolsonaro partiu do próprio senador. Em mensagem no Twitter, ele disse encarar com tranquilidade os acontecimentos de hoje e afirma que a verdade vai prevalecer.

Flávio atribuiu a ação a um interesse em atacar o pai, o presidente Jair Bolsonaro. “Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro. Em 16 anos como deputado no Rio nunca houve uma vírgula contra mim.Bastou o Presidente Bolsonaro se eleger para mudar tudo!”, escreveu ele.

A prisão foi determinada em desdobramento das investigações sobre o esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) quando Flávio era deputado estadual. Amigo do presidente há três décadas, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica” pelo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). A suspeita é de que ele recolhia parte do salário de funcionários do gabinete e repassava o montante a Flávio, cuja evolução patrimonial também é objeto de investigação.

Queiroz foi preso na casa do advogado de Jair e Flávio BolsonaroQ

Queiroz foi encontrado pela polícia em um imóvel que pertence ao advogado Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo. Wassef representa o presidente Jair Bolsonaro no caso do atentado em Juiz de Fora (MG) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no processo relacionado ao esquema da “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Assim como Flávio, Wassef negava saber do paradeiro de Queiroz. O advogado participou ontem da posse de Fábio Faria à frente do Ministério das Comunicações na condição de amigo do presidente.

Presidente em silêncio

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro não parou para cumprimentar apoiadores no Palácio da Alvorada, como costuma fazer todas as manhãs ao seguir para o expediente no Palácio do Planalto. Ele deixou a residência oficial por volta das 8h da manhã, quando a notícia já havia sido divulgada pela mídia.

No Planalto, o presidente convocou o ministro da Justiça, André Mendonça, para uma reunião fora da agenda. No fim da manhã, Bolsonaro participa de cerimônia de apresentação de cartas credenciais dos novos embaixadores.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou uma publicação que lista movimentações suspeitas de funcionários de outros gabinetes na Alerj em 2016 e chamou a prisão de Queiroz de “um fato no mínimo intrigante”.

O vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), tido como o responsável pela estratégia de comunicação do presidente, não se pronunciou nas redes sociais até o momento.

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