Flávio Bolsonaro nega acusações e diz que é perseguido

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) publicou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (19) negando as argumentações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF), que embasaram a expedição de mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores ligados ao parlamentar, no Rio de Janeiro.

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De acordo com Flávio, o juiz responsável pelo caso, Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, quebrou o sigilo fiscal de 90 pessoas "sem nenhuma fundamentação" e "autoriza tudo que o Ministério Público pede sem sequer ter a preocupação e o cuidado necessário pra avaliar o que está sendo pedido". "Tenha cuidado pra avaliar as coisas. O senhor está tratando de vida de pessoas trabalhadoras, honestas e inocentes", aconselhou ao magistrado.

"Agora, é importante um pequeno detalhe: sabe aonde a filha desse juiz trabalha, a Nathalia Nicolau? Trabalha com o governador Wilson Witzel, tá lá até hoje.  E, olha, é uma boquinha que parece ser boa, Ministério Público, vocês podem investigar, porque eu, inclusive, ouço falar – não sei se é verdade – que ela não aparece muito por lá não", complementou.

Aliados nas eleições de 2018, Witzel e a família Bolsonaro romperam neste ano, levando parte dos deputados estaduais do PSL a deixar a base de sustentação do governo estadual. A divulgação do depoimento do porteiro que vinculou o nome de Bolsonaro aos suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco também provocou ruídos entre os dois grupos.

Nov vídeo, Flávio afirma que o dinheiro depositado na conta do seu ex-assessor Fabrício Queiroz por outros assessores era, majoritariamente, advindo de parentes do policial militar aposentado, o que Queiroz já havia admitido.

"A maioria esmagadora desses recursos são oriundos dos próprios parentes dele que trabalhavam lá também. Ele já falou isso publicamente, que geria os recursos da família. A família depositava o dinheiro na sua conta, e ele fazia o que queria com o dinheiro. Eu não tenho nada a ver com isso. Todos trabalhavam", disse.

Loja de doces, boleto e quitinetes 

Flávio citou os mandados de busca e apreensão feitos em uma loja que é sócio, no Rio de Janeiro. Segundo Flávio, apesar de dividir igualmente o empreendimento com um sócio, ele ganha mais dinheiro com o negócio, já que leva mais clientes à loja.

O senador disse também que o policial militar Diego Sodré de Castro Ambrósio, alvo da investigação por pagar um boleto no valor de R$ 16.564,81 na compra de um apartamento para o senador, estava fazendo um favor a ele.

O filho do presidente afirma que pediu ao PM para fazer o pagamento, uma vez que o banco já estava fechado, e ele não tinha o aplicativo para quitar o débito pela internet. "Eu pedi pra ele pagar uma conta pra mim, que era um boleto de uma parcela do apartamento que eu tava pagando.  Ele pagou e depois eu a reembolsei. Qual o problema nisso?", questionou.

O 01 disse ainda que conseguiu comprar duas quitinetes em Copacabana por um valor mais baixo que o praticado no mercado, porque os donos dos espaços estavam saindo do Brasil e ele fez uma compra conjunta."Eu não posso comprar mais barato? Eu tenho que comprar mais caro pra não ter suspeita? Que loucura é essa?", comentou.

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