Ex-assessora de Flávio Bolsonaro confirma esquema de “rachadinhas” ao MP, diz jornal

Em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, Luiza Sousa Paes, ex-assessora do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), confirmou a existência do esquema de "rachadinhas" no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro. O depoimento foi realizado antes do MPRJ realizar denúncia contra o senador. As informações são do jornal O Globo.

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Como prova, Luiza apresentou seus extratos bancários entre 2011 e 2017, mostrando que entregou cerca de R$ 160 mil através de depósitos bancários e transferências a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e apontado como o operador do esquema de corrupção no gabinete na Alerj.

Segundo a reportagem, Luiza Sousa Paes foi nomeada como uma das assessoras do então deputado estadual entre agosto de 2011 até abril de 2012, quando foi transferida para outros setores da casa legislativa como: TV Alerj e o Departamento de Planos e Orçamento. Ela disse que durante este período era obrigada a devolver mais de 90% do seu salário.

O primeiro contracheque dela era no valor bruto de R$ 4.966,45 e o último R$ 5.264,44, já na TV Alerj. No depoimento, ela afirmou ficar apenas com R$ 700 do montante total. Ela contou também que precisava devolver valores referentes ao 13°, férias, vale-alimentação e inclusive o valor de restituição do Imposto de Renda.

Luiza passou a ser investigada a partir do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), entregue ao Ministério Público Federal em 2018 e depois repassado para o MP-RJ. Ela foi apontada como uma dos oito assessores que repassaram quantias para Queiroz ao longo de 2016.Segundo o jornal, Luiza afirmou nunca ter trabalhado de fato no gabinete de Flávio, apesar de ter sido nomeada para o cargo de assessora.

A ex-assessora fez um acordo com o MP para devolver todos os valores de fato reembolsados por ela desde 2011. Quando procurada pela reportagem do O Globo, ela afirmou não poder se manifestar sobre o assunto por conta do processo correr em sigilo.

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