Em nota, Vaccarezza diz que CPI não terá “blindagens”

Deputado do PT justifica troca de mensagens com Sérgio Cabral como demonstração de boa relação, “apesar das discordâncias pontuais”

O deputado Cândido Vaccarezza (SP), um dos integrantes do PT na CPI do Cachoeira, divulgou nota hoje (18) em que justifica a troca de mensagens por celular com o governador do Rio, Sérgio Cabral, durante a sessão de quinta-feira (17).

Vaccarezza foi flagrado por um cinegrafista do SBT trocando mensagens em que parecia tranquilizar Cabral quanto à possibilidade de convocação para depor na CPI. Há algumas semanas, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) divulgou fotos em que Cabral aparece numa viagem a Paris ao lado do ex-diretor da Delta Construções, Fernando Cavendish. Na reunião de quinta-feira, os integrantes da CPI resolveram adiar a investigação de governadores e outros políticos.

“A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu [sic]”, dizia a mensagem de Vaccarezza para Sérgio Cabral. Na nota, o deputado começa enfatizando que não “haverá blindagens nos trabalhos da CPMI”. Segundo ele, o objetivo da mensagem ao governador do Rio era deixar claro que “apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos [o PT e o PMDB] deve ser mantida”.

Leia a íntegra da nota:

“Gostaria de enfatizar que não haverá “blindagens” nos trabalhos da CPMI.

Qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado. Por outro lado, não vamos compactuar com a espetacularização ou com o esvaziamento da investigação.

O texto da mensagem captado ontem pela TV refletiu minha preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB. Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos deve ser mantida.

Gostaria de enfatizar ainda que o governador Sérgio Cabral (PMDB) não foi citado em nenhuma gravação dos inquéritos, conforme atestado nos depoimentos dos delegados da Polícia Federal à comissão. Logo, não tem sentido falar em uma suposta “blindagem”. A situação é diferente no caso do governador Marconi Perillo (PSDB), contra quem pesam suspeitas fortes de que havia uma cota de funcionários do seu governo indicados pela organização criminosa, principalmente na Polícia Civil e no Detran-GO.”

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