Detonautas reagem a rumor de censura a música sobre depósito de Queiroz a Michelle

A música "Micheque", da banda Detonautas, que satiriza depósitos feitos por Fabrício Queiroz na conta bancária da primeira-dama Michelle Bolsonaro, levou o grupo carioca a entrar para a lista dos assuntos mais comentados do Twitter neste sábado. O motivo? A veiculação da notícia de que a primeira-dama estava processando os músicos e pedindo à Justiça que censurasse a canção. Procurada pelo Congresso em Foco, a assessoria de comunicação do Planalto informou que Michelle não comentará o assunto.

>Reforma tributária verde e saudável mira refrigerantes e produtos poluentes

O vocalista da banda, Tico Santacruz, postou um link remetendo para a música no canal do Detonautas no Youtube, alertando para o risco de ela ser excluída por ordem judicial a qualquer momento. Ele fez, ainda, diversas postagens sobre a repercussão do caso.

A música questiona por que Michelle recebeu R$ 89 mil em depósitos feitos por Fabrício Queiroz, amigo do presidente Jair Bolsonaro e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, e por sua esposa, Márcia Queiroz.

O caso ganhou ainda mais repercussão após Bolsonaro se recusar a responder à pergunta feita por um jornalista sobre sobre o assunto. No episódio. o presidente se irritou e ameaçou agredir o repórter, o que só aumentou a pressão nas redes sociais para que a transferência seja esclarecida.

Queiroz é acusado de ser o operador do esquema de desvio de dinheiro no gabinete do filho mais velho do presidente, Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual do Rio de Janeiro. Hoje, Flávio, o "zero um", é senador.

Os rumores sobre o processo contra o Detonautas começaram depois de uma reportagem da revista Veja afirmar que a assessoria da família do presidente está monitorando os ataques contra Michelle nas redes sociais, com o objetivo de gerar uma onda de ações contra os seus autores.

A esposa do presidente chegou a ir até Delegacia de Crimes Eletrônicos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em São Paulo, na última quinta-feira (24), para denunciar os ataques que tem sofrido na internet. A investigação, porém, é sigilosa, não há informações sobre os alvos dos processos da primeira-dama.

Ouça a música dos Detonautas:


>PGR pede ao STF inquérito contra o ministro Milton Ribeiro por homofobia

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!