Prêmio: conheça melhor os parlamentares finalistas

Leia abaixo um rápido perfil dos 47 deputados e senadores que disputam o prêmio de melhor parlamentar de 2011 e também concorrem nas categorias especiais

Ao todo, 47 parlamentares disputam o Prêmio Congresso em Foco 2011, nas categorias gerais que elegerão o melhor deputado e o melhor senador do ano, e nas seis categorias especiais (Parlamentar de futuro; Defesa da Democracia e da Cidadania; Defesa do Consumidor; Defesa dos Municípios; Defesa da Segurança Jurídica e da Qualidade de Vida, e Defesa da Saúde).

CLIQUE AQUI PARA VOTAR NO PRÊMIO CONGRESSO EM FOCO 2011 E ELEGER OS MELHORES PARLAMENTARES DO ANO

Na sua sexta edição, o Prêmio Congresso em Foco é uma iniciativa do Congresso em Foco de distinguir os parlamentares que fazem a diferença. Um esforço para ultrapassar o preconceito de que “todos os políticos são iguais”, de “que não há político que presta” e mostrar que há, sim, aqueles que, independentemente de sua ideologia e posição política, procuram se pautar pela defesa da moralidade e do interesse público. O prêmio tenta criar um padrão de boa conduta política.

Assim, é importante que cada internauta, ao votar, esteja o mais informado possível sobre a trajetória dos políticos de sua preferência. Assim, o site publica abaixo um perfil dos finalistas, na categoria geral e nas categorias especiais.

Na edição deste ano, o Prêmio Congresso em Foco conta com os patrocínios da Ambev e da Petrobras, com os apoios da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF), do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-BR) e da Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil). E com a parceria institucional do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal.

Veja abaixo o perfil dos finalistas:

CATEGORIA GERAL

Deputados

Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Nascido em Viçosa (AL), está no sexto mandato consecutivo como deputado federal pela bancada de São Paulo. Na infância, cresceu em uma fazenda em Alagoas que pertencia ao falecido ex-senador Teotônio Vilela, principal personagem da campanha pela anistia dos presos políticos no final da ditadura militar e pai do atual governador alagoano, Tetônio Vilela Filho.
É jornalista e foi presidente da Câmara dos Deputados (2005-2007). Na tentativa de obter a reeleição para o cargo de presidente, em fevereiro de 2007, perdeu a disputa por uma diferença apertada de apenas 18 votos. Entrou para a política pelo movimento estudantil. Presidiu a União Nacional dos Estudantes (1980) e posteriormente elegeu-se vereador por São Paulo (1989-1991).
Exerceu o cargo de ministro de Coordenação Política e Relações Institucionais do governo Lula (2004-2005). É conhecido pela postura nacionalista e por projetos, às vezes polêmicos, como o que tenta proibir o uso de termos estrangeiros na língua portuguesa.
Nas eleições municipais de 2008, foi candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Marta Suplicy, que acabou derrotada para a coligação do atual prefeito Gilberto Kassab, do DEM. Lançou, em meados de 2009, o livro que ganhou o título Palmeiras X Corinthians 1945 – O jogo vermelho. O livro conta a história de um jogo de futebol destinado a angariar recursos para o Partido Comunista. Com o livro, o deputado retomou a prática do jornalismo, combinada com sua paixão pelo futebol, especialmente pelo Palmeiras.
Foi o relator do projeto do novo Código Florestal na Câmara. Por alinhar-se mais aos interesses dos ruralistas, comprou briga com ambientalistas e ONGs durante a tramitação da matéria. Para o deputado, as organizações não governamentais estrangeiras têm interesses que contrariam a soberania nacional.

Fred Amorim/Ag. CâmaraAlfredo Sirkis
Carioca, o jornalista Alfredo Sirkis está em seu primeiro mandato como deputado federal pelo Partido Verde. Sirkis é um dos fundadores do PV, foi presidente nacional da legenda (1991-1999) e vereador do Rio de Janeiro por três vezes. Na Câmara, é membro titular da Comissão de Relações Exteriores e da Comissão Especial de Reforma Politica. O parlamentar iniciou as atividades políticas no movimento estudantil em 1967 e participou ativamente de manifestações contra o regime militar, inclusive na luta armada contra a ditadura. Essa sua experiência está narrada no livro Os Carbonários. Quando a repressão aumentou, Syrkis foi para o exílio, e morou em países como Argentina, Chile e Portugal ate que o regime no Brasil abrandasse. Foi quando começou a militância no Partido Verde. Na defesa do meio ambiente, chegou a candidatar-se à Presidência da República pelo PV em 1998. No ano passado, foi um dos artífices da filiação de Marina Silva ao PV para disputar a Presidência. No início do ano, por divergências com a cúpula do PV, Marina deixou o partido. Sirkis permaneceu, mas mantendo uma postura de independência quanto à liderança do partido.

Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA)
ACM Neto
Nasceu em Salvador (BA) e está no terceiro mandato consecutivo como deputado federal. Foi o candidato mais votado em seu estado. Herdeiro político do avô, o falecido ex-senador Antonio Carlos Magalhães, destacou-se na legislatura anterior pela boa oratória e pela oposição ferrenha ao governo Lula. Destacou-se principalmente por sua atuação na CPI dos Correios, da qual foi integrante. Na CPI, foi ele quem fez a denúncia de que o então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, recebera um jipe Land Rover de presente de uma empresa, a GDK.
Foi candidato à prefeitura de Salvador, em 2008, mas não alcançou votação suficente para ir ao segundo turno. Obteve 26% dos votos contra 30% dos seus concorrentes. No segundo turno, apoiou João Henrique de Barradas Carneiro (PMDB), o que colaborou para o peemedebista vencer o pleito.
No primeiro ano do terceiro mandato, ACM Neto tem sido um dos líderes da oposição ao governo de Dilma Rousseff na Câmara. Apresentou pedidos de criação de Propostas de Fiscalização e Controle (PFCs) contra o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci por conta do aumento de patrimônio do petista durante o mandato de deputado federal.
Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2001, é líder do DEM na Câmara e membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.

Cândido Vaccarezza (PT-SP)
Nasceu em Senhor do Bonfim (BA). É médico ginecologista e obstetra, formado pela Universidade Federal da Bahia em 1982. Começou a militância política nos anos 70, no movimento estudantil da Bahia, estado onde nasceu. Atuou na reorganização da UNE (União Nacional dos Estudantes) e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores no estado. Foi eleito membro do Diretório Regional do PT da Bahia em 1981.
Saiu da Bahia para a cidade de Manuá, em São Paulo, onde atuou como secretário de Cultura, Esportes e Lazer da Prefeitura Municipal (1998-2000) e diretor-geral do Hospital Municipal Nardine (2000-2001), antes de assumir o primeiro mandato eletivo. Foi reeleito em outubro para seu segundo mandato na Câmara.
Exerceu dois mandatos de deputado estadual (de janeiro de 2001 a janeiro de 2007) antes de chegar ao Congresso Nacional, para seu primeiro mandato de deputado federal, no qual foi empossado em fevereiro de 2007. Em Brasília, logo se destacou, pela sua capacidade de articulação. É amigo do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e ligado ao grupo da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.
Considerado um bom articulador, de caráter pragmático, Vaccarezza teve papel importante na campanha vitoriosa de Arlindo Chinaglia (PT) para presidente da Câmara dos Deputados no biênio 2007-2008. Em 2009, participou também ativamente da campanha de Michel Temer (PMDB) para a presidência da Câmara. Essas atuações o levaram a se tornar líder do PT em 2009.
É líder do governo desde janeiro de 2010, em substituição ao deputado Henrique Fontana (PT-RS). Apesar da sua capacidade de articulação, Vaccarezza não conseguiu impor seu nome como candidato do partido à presidência da Câmara. Acabou derrotado dentro da bancada por Marco Maia (PT-RS).

Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Formado em direito pela Pontíficia Universidade Católica (PUC), Carlos Sampaio (PSDB-SP), 48 anos, é paulista de Campinas. Promotor de Justiça na cidade, está no terceiro mandato como deputado federal.
O tucano começou a carreira política seis anos depois de entrar para o Ministério Público. Aos 23 anos, passou em concurso para promotor em Minas Gerais. No ano seguinte, conseguiu aprovação para o mesmo cargo em São Paulo. A partir de 1991, começou a atuar, exclusivamente, na área criminal, tendo sido promotor-corregedor da Polícia de Campinas, professor de Direito Processual Penal e promotor titular do Tribunal do Júri de Campinas.
Antes de ser eleito para a Câmara pela primeira vez, em 2002, teve um mandato como vereador em Campinas (1993-1996) e um de deputado estadual (2003-2006). Logo na primeira passagem por Brasília, foi o relator da representação contra o deputado Pedro Corrêa (PP-PE). O pepista acabou cassado pelo plenário por conta da sua participação no esquema do mensalão do PT.
No terceiro mandato, voltou a relatar uma representação por quebra de decoro contra um colega parlamentar. Desta vez, o alvo foi Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo recebendo dinheiro de propina das mãos de Durval Barbosa, delator do esquema que resultou na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O parecer foi aprovado pelo Conselho de Ética por 11 votos a três e deve ser votado em breve pelo plenário.

Chico Alencar (Psol-RJ)
Nasceu no Rio de Janeiro e formou-se em história pela Universidade Federal Fluminense. É professor licenciado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atuou também como  professor de história no ensino fundamental e médio do Rio de Janeiro, na rede pública e privada. Foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo.
É autor de 26 livros, como História da Sociedade Brasileira,Brasil Vivo e “Educar na Esperança em Tempos de Desencanto”. Defendeu tese de mestrado em Educação na Fundação Getúlio Vargas sobre o movimento das Associações de Moradores do Rio.
Começou a carreira política como vereador do Rio de Janeiro, pelo PT, de 1989 a 1996. Candidatou-se, ao fim do mandato, para a prefeitura do Rio. Mas obteve a terceira colocação na disputa, com 642 mil votos, faltando 1,5% para chegar ao segundo turno.
Foi eleito, em 1998, deputado estadual, tendo presidido a Comissão de Direitos Humanos. Foi também vice-presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Chegou ao Congresso Nacional em 2003 para ocupar uma cadeira de deputado pelo estado do Rio. Foi reeleito na legislatura seguinte, com 119 mil votos, elegendo-se pela primeira vez pelo Psol, partido do qual foi um dos fundadores, após deixar o PT, desiludido com o escândalo do mensalão.
Foi apontado por jornalistas como o deputado que melhor exerceu o mandato em 2009 e 2010 no Prêmio Congresso em Foco. Em 2010, também foi eleito pelos internautas o melhor deputado no prêmio. Este ano, foi novamente apontado pelos jornalistas como o melhor deputado do ano. É o líder do Psol na Câmara.

Delegado Protógenes (PCdoB-RJ)
Em 2008, o país tomou conhecimento da existência de um delegado magro e de rosto fino da Polícia Federal. Protógenes Queiroz tinha acabado de prender, com estardalhaço, um dos principais banqueiros do país, Daniel Dantas, dentro da Operação Satiagraha. A operação foi ao mesmo tempo o auge e o declínio da carreira de delegado de Protógenes. Supostos excessos cometidos foram questionados, Protógenes acabou se afastando da PF e respondendo a um processo por fraude processual na operação.
Protógenes, porém, acabou tornando-se conhecido e alcançando projeção com a Operação Satiagraha, o que levou o PCdoB a convidá-lo a ingressar na política. Com a coligação feita em São Paulo, acabou eleito deputado federal puxado pela grande votação obtida pelo palhaço Tiririca (PR-SP).
A Operação Satiagraha não foi a única operação importante da qual Protógenes participou como delegado da Polícia Federal. Ele também foi o autor das investigações sobre lavagem de dinheiro do caso Corinthians/MSI e da operação que prendeu o comerciante Law Kin Chong, considerado o maior contrabandista do país.
Protógenes recebeu seu nome como uma homenagem ao almirante Protógenes Pereira Guimarães, ex-ministro da Marinha no governo de Getúlio Vargas e ex-governador do Rio de Janeiro. Formado em direito, antes de entrar para a Polícia Federal, em 1998, Protógenes foi procurador-geral no município fluminense de São Gonçalo.

Domingos Dutra (PT-MA)
Nascido em Buriti (MA). Foi balconista de loja antes de se formar em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 1982. Desempenhou ainda a função de professor. Foi reeleito em outubro para o terceiro mandato.
Iniciou sua trajetória política como vereador de São Luís por duas legislaturas (1989-1990; 2001-2002). Também foi vice-prefeito da capital do estado (1997-2001) e deputado estadual por duas legislaturas (1991-1995 e 2003-2007). Chegou ao Congresso Nacional em 1995 para exercer o primeiro cargo de deputado federal, mas renunciou após dois anos de exercício para assumir a vice-prefeitura. Foi eleito novamente deputado federal em 2006.
No ano passado, Domingos Dutra destacou-se quando resolveu fazer greve de fome contra a decisão do PT de apoiar a reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão. Roseana sempre foi uma adversária do PT maranhense, mas a direção central do partido definiu o apoio por conta do acerto nacional com o PMDB para a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Dutra queria que o PT apoiasse a candidatura da Flávio Dino, do PCdoB. Roseana foi reeleita em primeiro turno.

Dr. Rosinha (PT-PR)Dr. Rosinha
Natural de Rolândia (PR), é médico pediatra formado pela Universidade Pontifícia Católica do Paraná (PUC-PR), com especialização em Saúde Pública e Medicina do Trabalho. Foi fundador do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rolândia. Secretário-geral (1984-1985) e presidente (1985-1987) da Associação dos Servidores Municipais de Curitiba.
Assumiu o primeiro cargo eletivo apoiado pelo movimento social e sindical como vereador de Curitiba (1989-1991) e posteriormente como deputado estadual (1995-1999) na Assembleia Legislativa do Paraná. Reelegeu-se para o quarto cargo como deputado federal na disputa eleitoral de 2010 (1999-2003; 2003-2007; 2007-2011; 2011-2015).
Adotou como uma das suas bandeiras no plenário a luta contra a terceirização dos serviços públicos e a valorização dos servidores.

Saulo Cruz/CâmaraDuarte Nogueira
Nascido em Ribeirão Preto (SP), Duarte Nogueira cumpre o segundo mandato de deputado federal pelo PSDB, e é o atual líder do partido na Câmara. Engenheiro agrônomo, Duarte Nogueira é membro titular da Comissão de Agricultura desde a ultima legislatura. Foi deputado estadual por três mandatos consecutivos, sendo os dois primeiros pelo extinto PFL. Seguindo o exemplo do pai, Antonio Duarte Nogueira – prefeito de Ribeirão Preto por duas vezes – o parlamentar começou cedo na politica. Aos 28 anos, se candidatou à prefeitura de Ribeirão, chegou ao segundo turno, mas não se elegeu. Mas a projeção conquistada garantiu que posteriormente conquistasse mandatos como deputado estadual. Em 2002, assumiu a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e, desde então, atua no setor, integrando na Câmara a bancada ruralista.

Erika Kokay (PT-DF)
Formada em psicologia pela Universidade de Brasília (UnB), Erika Kokay, 54 anos, é cearense de Fortaleza. Está no primeiro mandato como deputada federal.
Durante a época da ditadura militar, fez parte do movimento de resistência ao regime. Em 1982, foi aprovada em concurso para a Caixa Econômica Federal (CEF). Na instituição, começou sua carreira política após a saída do movimento estudantil. Presidiu o Sindicato dos Bancários de Brasília entre 1992 e 1998 e a Central Única dos Trabalhadores-DF (CUT-DF) de 2000 a 2002.
Filiada ao PT desde 1989, foi eleita deputada distrital pela primeira vez em 2002. Quatro anos depois, conseguiu a reeleição. Neste período, presidiu as comissões de Direitos Humanos e a de Defesa dos Direitos do Consumidor. Foi por duas vezes, 2005 e 2009, líder da bancada do PT.
Tem uma atuação dentro de diferentes segmentos nas áreas de direitos humanos, funcionalismo público e saúde.

Beto Oliveira/Ag. CâmaraHenrique Fontana (PT-RS)
Henrique Fontana nasceu no dia 18 de janeiro de 1960, em Porto Alegre. Formado em Administração de Empresas e Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul,Henrique Fontana iniciou-se na carreira política como vereador em Porto Alegre em 1992. Em 1996, foi reeleito vereador e tornou-se secretário municipal de Saúde na gestão do então prefeito Raul Pont, também do PT. Em 1998, foi eleito pela primeira vez deputado federal, destacando-se na oposição ao governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, com a eleição de Lula para presidente, reelegeu-se deputado federal e tornou-se vice-líder do PT na Câmara. Em 2005, após a crise do mensalão, torna-se líder do partido na Câmara, função que ocupou até 2007. Em 2006, elegeu-se novamente deputado federal. Em 2008 e 2009, ficou em segundo lugar na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) dos parlamentares mais destacado. Tornou-se também finalista do Prêmio Congresso em Foco em 2009, quando foi líder do governo na Câmara.

Ivan Valente (Psol-SP)
Nasceu em São Paulo (SP) e foi reeleito em outubro para o quinto mandato como deputado federal. É formado em matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em Itajubá (MG), além de ser graduado pela Escola de Engenharia Mauá, em São Caetano do Sul (SP).
Assumiu o primeiro cargo eletivo como deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo por dois mandatos (1987-1991, 1991-1995) e chegou à Câmara dos Deputados em 1995, onde permanece desde então.
Em meio à crise do “mensalão,” em 2005, o parlamentar, que foi membro da diretoria do PT por mais de 17 anos, candidatou-se à presidência do partido na chapa de oposição ao campo majoritário. Derrotado, optou por sair do PT e passou a integrar a bancada do PSol, onde permanece desde então. Na discussão do Código Florestal, foi um dos que combateu a versão produzida pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), contestada pelos ambientalistas.


Jandira FeghaliJandira Feghali (PCdoB-RJ)
Nascida em Curitiba (PR), Jandira Feghali, 54 anos, construiu sua carreira política dentro do movimento sindical no Rio de Janeiro. Formada em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFPR), especializou-se em cardiopediatria. Foi presidente da Associação de Médicos Residentes do estado do Rio e da Associação Nacional dos Médicos Residentes e diretora do Sindicato dos Médicos.
Filiou-se ao PCdoB em 1981. O primeiro cargo eletivo veio aos 29 anos, em 1987, como deputada constituinte estadual. Quatro anos depois se elegeu deputada federal. Ficou na Câmara até 2006, quando disputou uma cadeira ao Senado, mas não conseguiu se eleger. Neste período, foi vice-líder do PCdoB em 1992, entre 1997 e 1998 e em 2003. Em 1999, foi vice-líder do bloco PT/PDT/PCdoB. Voltou à Câmara neste ano para o quinto mandato como federal.
Fundadora da União Brasileira de Mulheres (UMB), entidade nacional, sem fins lucrativos, que luta pelos direitos e emancipação das mulheres. No atual mandato, é titular da Comissão de Educação e Cultura (CEC) e presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura. Foi relatora da MP 521/11, que reajusta o valor da bolsa para médicos residentes. No texto, inicialmente estava incluída a emenda que cria o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para a Copa. No entanto, a proposta saiu do texto e foi aprovada junto com a MP 527/11.

Jean Willys (Psol-RJ)
Em 2005, uma das mais assistidas edições do reality show Big Brother Brasil, da TV Globo, trouxe a público a atriz Grazzi Massafera. Mas foi também nessa edição que se conheceu o jornalista e profesor universitário Jean Willys.  Com um perfil intelectual que se diferenciava do padrão mais comum de homens sarados que participam do programa, Jean Willys tornou-se avo preferencial de um grupo que, semanalmente, o indicava para o paredão no programa. Jean começou a pasar para o público a impressão de que era perseguido pelo grupo por ser homosexual. A partir de então, saía de cada paredão cada vez mais fortalecido. Acabou ganhando o programa.
A mesma bandeira de defesa das minorías e das causas da homossexualidade levou Jean Willys a ingresar na política. Ele filiou-se ao Psol e acabou eleito deputado federal. Embora não seja o primeiro deputado assumidamente homosexual, Jean é o primeiro a asumir as bandeiras do movimiento gay. Antes dele, o estilista Clodovil, que foi deputado na legislatura pasada, embora homosexual, rejeitava as bandeiras da homossexualidade.
Jean começou a se destacar com essa posição a partir das diatribes de Jair Bolsonaro (PP-RJ) no primeiro semestre. Assumidamente homofóbico, Bolsonaro começou a agredir homossexuais e a ter Jean como um de seus principais contrapontos na Câmara.
Baiano da cidade de Alagoinhas, Jean, além de jornalista, é mestre em Letras e Lingüística pela Universidade Federal da Bahia.

Luiza Erundina (PSB-SP)
Nasceu em Uiraúna (PB) em 30 de novembro de 1934, e está no 4º mandato consecutivo. É a mais experiente liderança feminina do Congresso. Professora universitária e técnica em educação e políticas públicas para a área social, é graduada em Serviço Social (1966) e mestre em Ciências Sociais (1970).
Uma das fundadoras do PT, foi uma das principais estrelas do partido nos seus primeiros anos. Logo em 1983, elegeu-se vereadora no município de São Paulo. Em 1987, tornou-se deputada estadual. Em 1989, chegou ao auge de sua carreira política, quando se elegeu prefeita de São Paulo. Em 1993, era a encarnação de que a independência do PT com relação ao governo Itamar Franco era de fachada. Sem sair do partido (do qual ficou licenciada), ela foi ministra da Administração e depois presidente do Intituto Brasileiro de Administração Pública. Depois da passagem pelo ministério, porém, Luiza começou a se desentender com a direção do PT, e acabou deixando a legenda em 1987, quando se filiou ao PSB.
Erundina é uma das principais críticas do sistema de concessão e renovação, por parte do Congresso, de emissoras de rádio e TV. Sobre o assunto, o Congresso em Foco publicou reportagem em junho de 2009 na qual a deputada dizia: “O Congresso dá concessões às escuras”.
Integra atualmente as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) e Especial de Reforma Política.

Manuela D’Ávila (PCdoB-RS)
Nasceu em Porto Alegre (RS), e assumiu, em 2007, o primeiro mandato como deputada federal. No Rio Grande do Sul, a jornalista foi a candidata mais votada nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2006 e em 2010.
Em 2009, Manuela foi eleita pelos internautas a grande vencedora entre os deputados do Prêmio Congresso em Foco.
Manuela foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes entre 2003 e 2004. Sua atuação no movimento estudantil levou-a a se eleger vereadora em Porto Alegre (2005/2006). Bonita, chegou à Câmara ostentando o título de musa da nova legislatura. Seu bom resultado nas urnas se deve, em boa parte, ao gosto de Manuela D’Ávila pela internet e pela interação com o público jovem em comunidades virtuais como o Facebook e o Twitter.
Atualmente preside a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara.

Mara Gabrilli (PSDB-SP)
Mara Gabrilli, 44 anos, é publicitária e psicóloga. Filiada ao PSDB desde 2003, foi a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo. Como vereadora, esteve na Câmara Municipal paulistana entre 2007 e 2010. Nas eleições de 2008, foi a mulher mais votada do país, com 79.912 votos.
Vítima de um acidente automobilístico em 1994, ela não tem, desde então, movimentos do pescoço para baixo. Assim que foi eleita deputada federal, com mais de 160 mil votos, Mara passou a se preocupar em transpor as limitações para discursar da tribuna, cujo acesso se daria apenas por meio de uma escada. Daí, saiu um projeto de acessibilidade que deixou a esfera da locomoção: ela inaugurou um sistema de registro de votos que, antes restrito aos teclados acoplados às bancadas do plenário, consiste em identificar o movimento do rosto.
Além disso, fundou, em 1997, a ONG Projeto Próximo Passo e, em 2007, o Instituto Mara Gabrilli – organização da sociedade civil de interesse público voltada para atletas com deficiência. Mara é colunista do Congresso em Foco.

Marco Maia (PT-RS)
Atual presidente da Câmara, Marco Maia é natural de Canoas (RS) e tem 45 anos. Filiado ao PT desde 1985, começou a carreira política no movimento sindical. Foi dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas. Está no terceiro mandato como deputado federal.
Assumiu o primeiro mandato na condição de suplente em 2005. No ano seguinte, foi reeleito. Na legislatura passada, Maia foi vice-presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e membro da Comissão de Viação e Transportes, relator da CPI do Tráfego Aéreo, vice-líder da Bancada do PT, coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional e coordenador da Comissão Externa da Estiagem no RS. Em 2009, foi eleito vice-presidente da Câmara.
Em fevereiro deste ano, mesmo sem ser o nome preferido do governo, que optava pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi eleito presidente da Câmara para o biênio 2011-2012.
Veja discurso de Marco Maia no lançamento do Prêmio Congresso em Foco 2011

Miro Texeira (PDT-RJ)
Miro Teixeira é carioca nascido em 27 de maio de 1945. Em outubro, foi reeleito para o décimo mandato como deputado federal. É o segundo parlamentar com maior número de mandatos na Casa, atrás apenas de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), reeleito para a décima-primeira legislatura consecutiva. No Congresso Nacional, integrou a Assembléia Nacional Constituinte, a Comissão Mista de Orçamentos Públicos e Fiscalização e a CPI do caso Paulo César Farias.
Miro foi o autor da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 130, apresentada ao Supremo Tribunal Federal, que levou à extinção da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67). O Supremo deferiu o pedido e considerou a lei inconstitucional. À época, o deputado justificou a ação dizendo considerar a lei retrógrada, uma vez que fora formulada em pleno regime militar ditatorial.
Advogado e jornalista, Miro começou sua vida política no antigo MDB, partido de oposição à ditadura militar. Foi ligado ao grupo no Rio ligado ao ex-governador Chagas Freitas. Nessa condição, foi candidato a governador na eleição de 1982, vencida por Leonel Brizola. Acabou depois aderindo ao PDT, partido criado por Brizola.
Foi ministro das Comunicações (2003) no primeiro mandato do presidente Lula, a quem apoiou em 2002 por discordar da aliança de seu partido com o PPS em torno da candidatura de Ciro Gomes. Depois de sair do Ministério das Comunicações, tornou-se líder do governo na Câmara. Sua saída da liderança nunca ficou bem explicada. Uma das possibilidades é que tenha saído ao descobrir a existência do mensalão e por discordar dele. A primeira notícia sobre o mensalão, publicada pelo Jornal do Brasil, tinha como fonte, segundo os repórteres, Miro Teixeira. Ele, porém, nunca confirmou ter sido de fato a fonte da reportagem.
Com a decisão do PDT em fazer oposição ao governo, ainda no período Leonel Brizola, Miro saiu do PDT e foi para o PPS. Quando a legenda também passou à oposição, filiou-se ao PT. Quando o PDT voltou a fazer parte da base do governo, Miro retornou para o partido.

Paulo Teixeira (PT-SP)
Paulo Teixeira, 50 anos, líder do PT na Câmara, é filiado ao partido desde 1980. Está no segundo mandato como deputado federal. Antes, foi vereador em São Paulo e deputado estadual por dois mandatos. É formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP) com mestrado em direito constitucional pela mesma instituição de ensino.
Antes de ser eleito pela primeira vez, Teixeira ocupou cargos na administração de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo. Foi Sub-prefeito de São Miguel Paulista. Depois, quando a petista Marta Suplicy assumiu o cargo, em 2001, Teixeira foi secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano e diretor-presidente da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB).
Na legislatura passada, foi vice-líder do PT na Câmara. Também se envolveu na discussão do projeto que regulamenta crimes na internet. Ele é contrário ao atual texto. Já como líder do partido, encaminhou o voto contrário do PT às mudanças no Código Florestal.

Reguffe (PDT-DF)
Nascido no Rio de Janeiro em 1972, José Antônio Reguffe (PDT-DF) tem sua carreira política vinculada à moralidade e à fiscalização dos gastos públicos. Desde a primeira vez que concorreu a uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal, prometia cortar gastos com verba de gabinete e recusar o recebimento dos salários extras a que os parlamentares têm direito. Foi eleito distrital em 2010, após concorrer duas vezes e, em ambas, ter mais votos do que alguns eleitos.
Formado em economia e jornalismo, Reguffe se aliou à oposição ao governo de José Roberto Arruda (ex-DEM) na Câmara Legislativa, apesar de integrantes do PDT terem assumidos cargos no Executivo local. Após quatro anos, concorreu a deputado federal. Foi eleito com a maior votação proporcional do país. Ele obteve 19% dos votos válidos na capital do país. Como deputado federal, também abriu mão dos vencimentos extras ao salário e reduziu o número de assessores em seu gabinete. Além do controle dos gastos, também assume a defesa do consumidor. Na Câmara, adotou postura de independência, mesmo com o PDT fazendo parte do governo. Costuma dizer que vota "a favor do que é bom e contra o que é ruim".
É membro das comissões de Defesa do Consumidor e Especial de Reforma Política.

Roberto Freire (PPS-PE)
Presidente nacional do PPS, Roberto Freire é um dos principais remanescentes ainda em atividade do antigo PCB, Partido Comunista Brasileiro (o PCB ainda existe como legenda, mas o atual é uma dissidência do antigo partido, que após a queda do Muro de Berlim mudou de nome para se tornar o atual PPS). Roberto Freire é pernambucano e foi político por Pernambuco até seu atual mandato. Na última eleição, ele mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo.
As ligações de Freire com o Partido Comunista começaram na década de 60, quando, como advogado, defendeu trabalhadores rurais ligados ao partido, como Gregório Bezerra.
Já antes da ditadura militar, o PCB foi proibido de atuar legalmente. Na clandestinidade, os políticos do partido abrigavam-se em outras legendas. Depois da ditadura, esse abrigo foi naturalmente o MDB, partido que se opunha ao regime militar. Foi, então, pelo MDB, que Roberto Freire iniciou sua vida política, elegendo-se deputado estadual em Pernambuco em 1974. Em 1978, elege-se pela primeira vez deputado federal, passando a formar o grupo dos autênticos, a parcela mais oposicionista na bancada do MDB. É eleito para quatro mandatos sucessivos de deputado federal.
Em 1989, na primeira eleição direta para presidente da República depois do fim da ditadura militar, Freire candidata-se pelo PCB, e obtém boa votação. Em 1994, é eleito senador e se torna líder do governo Itamar Franco. Volta à Câmara em 2002, para seu quinto mandato de deputado federal, já pelo PPS.
Em 2002, na primeira eleição do ex-presidente Lula, Freire foi o artífice da candidatura de Ciro Gomes pelo PPS. Ciro teve bom desempenho nas urnas, e seu apoio a Lula no segundo turno foi importante para a vitória do candidato do PT. Logo depois da eleição, no entanto, Freire começou a divergir do governo de Lula e levou o PPS a deixar sua base de apoio e ir à oposição. Por discordar da posição de Freire, Ciro Gomes deixou o PPS e foi para o PSB. Na oposição a Lula, o PPS acabou diminuindo. Diante da grande força obtida pelo governo em Pernambuco, especialmente por conta da atuação de Eduardo Campos, do PSB, Freire, para não sofrer derrotas eleitorais, acabou optando por transferir-se para São Paulo. Pelo novo estado, elegeu-se deputado federal com 120 mil votos.

RomárioRomário (PSB-RJ)
Um dos maiores craques da história do futebol brasileiro, a carreira de Romário de Souza Faria, mais conhecido como Romário, 45 anos, começou nas categorias de base do Vasco de Gama, do Rio de Janeiro. Como jogador de futebol, destacou-se na Europa, ao jogar no PSV Eidehoven (Holanda) e, depois, pelo Barcelona (Espanha). Foi o maior destaque da Seleção Brasileira que se sagrou campeã do mundo nos Estados Unidos em 1994. No ano seguinte, voltou ao Brasil para jogar pelo Flamengo.
Jogou em três dos quatro grandes times do Rio de Janeiro: Vasco, Flamengo e Fluminense. De acordo com suas contas, passou dos 1 mil gols. Ao encerrar a carreira, foi dirigente do América-RJ, time do coração do seu pai, Edevair de Souza Faria. Também teve uma breve passagem como treinador do Vasco. Em 2009, saiu da vida esportiva para entrar na política. Filiou-se ao PSB e concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo. Obteve a sexta maior votação entre os candidatos a federal pelo Rio de Janeiro.
Na Câmara, é vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto. Recebido inicialmente com reservas, pela impressão de que era apenas mais uma celebridade a se aventurar na política, Romário driblou a desconfiança com uma forte atuação na fiscalização das obras e demais ações referentes à realização da Copa do Mundo e na defesa dos portadores de necessidades especiais. Romário tem uma filha, Ivy, com Síndrome de Down. Recentemente, ele aprovou emenda que garantiu isenção de impostos para filhas com portadores de necessidades especiais.

Vicentinho (PT-SP)
Nascido em Santa Cruz (RN), Vicente Paulo da Silva, 55 anos, é filiado ao PT desde 1981. Está no terceiro mandato como deputado federal. Começou a carreira política no movimento sindical.
Foi trabalhador rural e minerador. Como metalúrgico na região do Grande ABC, em São Paulo, presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade da qual é um dos fundadores. Já adulto, completou seus estudos e formou-se em direito.
Na Câmara, é titular da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP). Na legislatura anterior, foi um dos vice-líderes do partido na Casa. No início do ano, foi o relator do projeto que reajustou o salário mínimo e que criou uma política de aumento para os próximos quatro anos.

Senadores

Agência SenadoAna Amélia (PP-RS)
Nascida em 23 de março de 1945 no município de Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, a jornalista Ana Amélia está em seu primeiro mandato parlamentar. É também a sua primeira experiência como política. Formada em Comunicação, com especialização em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Ana Amélia tornou-se conhecida por seu trabalho como jornalista no jornal Zero Hora e especialmente na rede de televisão gaúcha RBS. Apresentadora durante anos do programa “Panorama Econômico”, ela foi a primeira mulher comentarista de Economia da TV brasileira. Foi casada com o ex-senador Octávio Omar Cardoso, falecido no ano passado.
Embora nacionalmente o PP faça parte da base de sustentação do governo Dilma Rousseff, no Rio Grande do Sul o partido apoiou a candidatura de José Serra, do PSDB. Ana Amélia, assim, assume no mandato uma postura de independência com relação ao governo Dilma, o que a fez, por exemplo, assinar o pedido de CPI para apurar os casos de corrupção no governo. No Senado, vem pontuando a sua atuação por mostrar os riscos da desindustrialização do país. Costuma também alinhar-se à bancada ruralista, na defesa dos interesses do agronegócio.

Cristovam Buarque (PDT-DF)
Nasceu em fevereiro de 1944 em Recife (PE) e formou-se em Engenharia pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1966. Durante esse período, envolveu-se com a política estudantil, tendo militado na Ação Popular, grupo de esquerda ligado à ala progressista da Igreja Católica. Após o golpe militar de 1964, exilou-se na França, onde obteve uma bolsa de doutorado em Economia, em 1973, para estudar na Universidade de Sorbonne, em Paris.
Em 1974, assumiu a chefia da elaboração de projetos para a América Latina no Banco Mundial (BID). A volta para o Brasil ocorreu somente em 1979, quando começou a dar aulas no Departamento de Economia da Universidade de Brasilia (UnB). Acabou sendo o primeiro reitor eleito pelo voto direto na instituição, em 1985, e manteve-se no cargo até 1989.
Em 1994, foi candidato ao governo do Distrito Federal, pelo PT, vencendo nas urnas o peemedebista Valmir Campelo. Ainda no primeiro ano de governo, criou o programa Bolsa-Escola, que previa um pagamento às famílias pobres para manterem os filhos nas salas de aula. O programa acabou sendo incorporado em nível nacional pelo governo Fernando Henrique e imitado em vários países. Como governador, também criou a campanha de educação no trânsito e conseguiu reduzir em 40% as mortes em acidentes automobilísticos na capital federal, além de transformar Brasília na primeira cidade brasileira em que o motorista respeita a faixa de pedestre.
Na tentativa de reeleição, em 1998, Cristovam acabou amargando a derrota nas urnas para o maior adversário político que enfrentou, o peemedebista Joaquim Roriz.
Em 2003, já eleito senador pelo PT (nas eleições de 2002), Cristovam foi nomeado ministro da Educação do governo Lula. Lula, porém, não gostou do estilo de Cristovam, que cobrava abertamente por mais verbas e fazia críticas abertas ao governo. Após um ano na pasta, foi demitido pelo telefone por Lula.
Após cogitar a ideia de permanecer no Senado como “independente”, Cristovam decidiu deixar o PT e ingressar no PDT. Na verdade, era uma espécie de volta às origens. Antes de se filiar ao PT, Cristovam era ligado ao comandante do PDT, Leonel Brizola. No governo José Sarney, chegou a ser chefe de gabinete de Fernando Lyra no Ministério da Justiça. Lyra foi o candidato a vice-presidente na chapa de Brizola em 1989.
Em 2006, foi candidato a presidente da República, tendo o senador Jefferson Peres (PDT-AM) como vice e uma bandeira quase única: educação pública de qualidade para todos. Cristovam obteve a quarta colocação no primeiro turno, ficando atrás de Lula, Geraldo Alckmin e Heloísa Helena. Recebeu 2.538.834 votos, equivalentes a 2,42% dos votos totais e 2,64% dos votos válidos. Em 2010, foi reeleito senador, obtendo a primeira colocação na disputa ao Senado pelo Distrito Federal.
No Senado, embora com frequência vote junto com o governo (cuja base de apoio o seu partido integra), Cristovam é conhecido pela postura de independência. No ano passado, Cristovam foi escolhido o melhor senador no Prêmio Congresso em Foco. Este ano, voltou a liderar, na preferência dos jornalistas, na primeira etapa do prêmio.

Demóstenes Torres (DEM-GO)
Nasceu em Anicuns (GO), e foi eleito senador pela primeira vez em 2002 com 1,2 milhão de votos – seu primeiro cargo eletivo. Formado em Direito, pela Universidade Católica, em Goiânia, é promotor público em Goiás e foi, por duas vezes, procurador-geral de Justiça do estado, além de secretário estadual de Segurança (1999) e presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Justiça do Brasil.
Concorreu ao governo de Goiás, em 2006, mas obteve apenas 3,5% dos votos, ficando em quarto lugar no pleito. Em 2009, sinalizou interesse em disputar novamente o Palácio das Esmeraldas, mas terminou optando pela candidatura à reeleição para o Senado. Foi reeleito em 2010, obtendo a primeira colocação em seu estado.
Demóstenes se destacou ao exigir do seu partido uma posição mais firme em relação à crise do mensalão comandado pelo único governador do partido, José Roberto Arruda (do Distrito Federal). Foi um dos primeiros parlamentares a cobrarem a expulsão de Arruda e do vice-governador Paulo Octávio do DEM após as denúncias.
Um dos principais expoentes da oposição ao governo Dilma Rousseff, Demóstenes atualmente é líder do DEM no Senado e membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Eduardo Suplicy (PT-SP)
Nasceu em São Paulo (SP) em 21 de junho de 1941. Administrador de empresas e economista, foi aprovado em 1966 por concurso para o cargo de professor no Departamento de Economia da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Mestre e doutor pela Michigan State University (EUA), foi também pesquisador visitante no Food Research Institute, da Stanford University (EUA).
Seu primeiro cargo eletivo foi o de deputado estadual, pelo antigo MDB (1979-1983), cargo para o qual se elegeu com mais de 70 mil votos. Chegou ao Congresso Nacional como deputado federal (1983-1987), já filiado ao Partido dos Trabalhadores, eleito com 83 mil votos.
Em 1989, assumiu o mandato de vereador na Câmara Municipal de São Paulo, tornando-se em seguida presidente da Casa. Em 1985, licenciou-se do cargo para se candidatar à prefeitura de São Paulo. Um ano depois, tentou o governo do estado. Perdeu as duas disputas eleitorais.
A volta ao Congresso ocorreu apenas em 1991, quando Suplicy se tornou o primeiro senador eleito pelo PT, com 4,2 milhões de votos (30% dos votos válidos). Suplicy foi líder da bancada do PT de 1991 a 1994. Reelegeu-se para o cargo em 1995, quando a bancada era formada já por quatro senadores. Em 1998, foi novamente indicado para líder do partido no Senado, acumulando desta vez também a liderança de todo o bloco de oposição (PT, PDT, PSB e PPS).
Reeleito em 2006, tem mandato até 2014. Parlamentar independente, defendeu o afastamento do presidente José Sarney (PMDB-AP) durante a crise atravessada pelo Senado em razão das denúncias dos atos secretos e outras irregularidades.
Foi o primeiro político de expressão nacional a pregar no país políticas de renda mínima, ou seja, programas capazes de garantir às famílias um valor mínimo para elas darem conta de suas necessidades básicas. O conceito inspirou diversas iniciativas nessa área, como o Bolsa Escola e o Bolsa Família.
A posição de independência de Suplicy às vezes o leva a ser um pouco marginalizado pelo PT. Esta semana, por exemplo, ele reclamou do fato de ter sido o único pré-candidato do partido à prefeitura de São Paulo a não ser chamado pelo ex-presidente Lula para uma reunião. Suplicy às vezes é criticado por gestos histriônicos no Senado, como quando aceitou vestir uma cueca por cima da calça e imitar o Super-Homem, estimulado pela apresentadora do programa de televisão Pânico, Sabrina Sato.

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Nascido em Vicência (PE), mudou-se para Recife aos sete anos de idade acompanhado  de seus pais e oito irmãos. Foi um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição à ditadura militar, no qual ingressou em 1966. Jarbas Vasconcelos foi um dos integrantes do chamado grupo autêntico, que reunia os opositores mais ferrenhos do regime militar. Em 1968, formou-se em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, conciliando a advocacia e a política.
Assumiu o primeiro cargo eletivo como deputado estadual em 1971. Logo em seguida, um ano depois, foi eleito deputado federal para representar seu estado no Congresso Nacional (1975-1979 e 1983-1987).
Participou ativamente da campanha para as eleições diretas para presidente da República, as Diretas Já, em 1984. Com a derrota da emenda Dante de Oliveira, porém, não concordou com as articulações que levaram Tancredo Neves a concorrer às eleições indiretas em 1985. Jarbas, na ocasião, integrou o Grupo Só Diretas, de peemedebistas que não aceitavam a solução da candidatura de Tancredo no Colégio Eleitoral. No dia das eleições, deputado com voto no Colégio Eleitoral, não compareceu ao Congresso Nacional.
Foi eleito prefeito de Recife, em 1985, nas primeiras eleições diretas para o cargo após o fim do regime militar de 1964.
Exerceu o cargo de presidente nacional do PMDB durante as eleições presidenciais de 1989, logo após encerrar o mandato de prefeito. Candidato ao governo do estado em 1990, foi derrotado pelo candidato do PFL Joaquim Francisco, o mesmo que o antecedera na prefeitura e que derrotara seu candidato nas eleições municipais de 1988, quando retornou ao cargo pelo voto popular.
Em 1992, foi eleito para o seu segundo mandato como prefeito de Recife. Em 1999, sagra-se vitorioso na disputa para governador, cargo que ocupou por duas vezes consecutivas (1999-2002; 2003-2006). Após sete anos no comando do estado, renuncia ao mandato em 31 de março de 2006 para disputar uma cadeira no Senado.
Embora o PMDB tenha feito parte da base de sustentação do ex-presidente Lula, Jarbas manteve-se em oposição, mesma posição em que está agora no governo Dilma Rousseff. Em 2010, Jarbas tentou  novamente eleger-se governador de Pernambuco, mas foi derrotado pelo governador Eduardo Campos (PSB).

Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh Farias nasceu em João Pessoa (PB) e tem 41 anos. Começou sua trajetória política como presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). No movimento estudantil, liderou a campanha dos caras-pintadas em 1992, que levou ao impeachment do então presidente da República Fernando Collor de Mello.
Radicado no estado do Rio de Janeiro, elegeu-se deputado federal pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 1994. Quatro anos depois tentou a reeleição pelo PSTU, mas não conseguiu uma cadeira na Câmara. Em 2000, pelo mesmo partido, também não foi eleito vereador, apesar da quarta maior votação entre os candidatos.
Filiou-se ao PT em 2001. No ano seguinte, foi eleito para mais um mandato na Câmara. Deixou o parlamento em 2004 para concorrer e vencer a eleição para prefeito de Nova Iguaçu (RJ). Em 2008, foi reeleito para mais um mandato à frente do Executivo municipal. No ano passado, venceu a disputa para o Senado como o candidato mais votado do Rio de Janeiro.

Paulo Paim (PT-RS)
Nasceu em Caxias do Sul (RS) e foi eleito senador em 2002 com 2,1 milhões de votos . Sindicalista e metalúrgico, tem formação técnica pelo Senai. No Congresso, é reconhecido pela atuação em favor do aumento real do salário mínimo, dos aposentados, da população negra e dos excluídos em geral.
Antes de assumir o mandato de senador, foi deputado federal por seu estado durante quatro legislaturas seguidas (1987-1991; 1991-1995; 1995-1999; 1999-2003). Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas (1981-1985) e da Central Estadual de Trabalhadores do Rio Grande do Sul (1982-1983). Além disso, foi secretário-geral e vice-presidente da CUT nacional (1983-1986).
É autor do Estatuto do Idoso, em vigor desde 2003, e dos estatutos da Igualdade Racial e da Pessoa com Deficiência (já aprovados pelo Senado e em tramitação na Câmara). Primeiro vice-presidente do Senado entre 2003 e 2005, candidatou-se à reeleição em 2010. Foi reeleito com a maior votação em seu estado. Preside a Comissão de Direitos Humanos do Senado.

José Cruz/ABr

Pedro Simon (PMDB-RS)
Advogado e professor universitário, Pedro Jorge Simon, nascido em 1930, em Caxias do Sul (RS), é um dos mais antigos parlamentares em atividade no Congresso Nacional. Em 2006, foi eleito pela quarta vez para representar o Rio Grande do Sul no Senado Federal. Seu mandato termina em 2014.
Foi coordenador nacional do movimento Diretas Já no PMDB e integrou as duas CPIs mais importantes da história do Congresso: a CPI que levou ao impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, e a máfia dos anões do orçamento.
Pedro Simon foi vereador entre 1960 e 1962, deputado estadual no Rio Grande do Sul entre os anos de 1962 e 1978 e governador do Rio Grande do Sul no período de 1987 a 1990. Durante o governo José Sarney, foi ministro da Agricultura, nos anos de 1985 e 1986, e, já no Senado, foi líder do governo Itamar Franco. Durante os governos FHC e Lula, destacou-se pelo comportamento independente, posição que mantém com relação ao governo Dilma Rousseff. Recentemente, porém, saiu em defesa da presidente diante da sua posição de punir os casos de corrupção em seu governo. Criou, assim, uma frente suprapartidária em defesa de Dilma na sua “faxina” ética.
Simon é um independente, também, em seu partido, no qual se sobressaiu por defender a investigação – e a punição – dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP) quando eles, no exercício da presidência do Senado, foram acusados de cometer irregularidades.  Por essa razão, Simon acaba sendo marginalizado hoje por seu partido, que não lhe delega funções importantes no Senado.
Simon tem como principais bandeiras a defesa da ética, o combate à corrupção e de medidas que permitam fazer o Poder Judiciário funcionar de modo mais eficiente. Foi filiado ao PTB (o antigo partido, antes do regime militar de 1964), MDB e PMDB.

Pedro Taques (PDT-MT)
Pedro Taques nasceu em Cuiabá, em 15 de março de 1968. Ex-procurador da República, tornou-se conhecido por sua atuação contra o crime organizado e os esquemas de lavagem de dinheiro.
Formado em Direito pela Universidade de Taubaté, em São Paulo, Taques entrou para o Ministério Público em 1995. Sua maior ação como procurador foi na investigação que prendeu em Mato Grosso o maior bicheiro do estado, João Arcanjo Ribeiro, conhecido como comendador Arcanjo.
Em 2010, resolve se afastar do Ministério Público para tentar a política pelo PDT. É eleito senador, com 708 mil votos, juntamente com Blairo Maggi. No Senado, tem se destacado pelos pronunciamentos contra a corrupção. Integra a bancada suprapartidária, proposta por Pedro Simon, que apoia a “faxina” ética que a presidenta Dilma Rousseff vem fazendo como reação às denúncias de corrupção em seu governo.

Randolfe RodriguesRandolfe Rodrigues (Psol-AP)
Randolph Frederich Rodrigues Alves nasceu em Garanhuns, em Pernambuco, mesma cidade em que nasceu o ex-presidente Lula, em 6 de novembro de 1972. Mas mudou-se para o Amapá aos oito anos de idade. Formou-se em História pela Universidade Federal do Amapá e atuou como professor. Assim como o pai, sindicalista e militante socialista, filiou-se ao PT, onde começou na vida política. Ao entrar para a política, Randolph tirou o “ph” do nome e tornou-se Randolfe Rodrigues. Pelo PT, elegeu-se deputado estadual em 1998, e reelegeu-se em 2002.
Randolfe deixou o PT em 2005, após a crise do mensalão, para se filiar ao Psol. Em 2006, pelo novo partido, ele tentou se eleger deputado federal, mas não obteve êxito. Em 2008, foi candidato a vice-prefeito de Macapá e chegou a disputar o segundo turno. Mas, ao final, perdeu a eleição.
Em 2010, Randolfe foi o senador mais votado do Amapá, com 203,3 mil votos. É o mais jovem integrante do Senado na atual legislatura.
Randolfe já chegou ao Senado fazendo barulho. Em seu primeiro dia como senador, resolveu candidatar-se à presidência do Senado contra o senador José Sarney (PMDB-AP). Era um ato de protesto contra a falta de renovação, especialmente depois das denúncias no mandato anterior de Sarney, especialmente após a crise dos atos secretos. Naturalmente, Randolfe foi derrotado por ampla maioria.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor, o senador Rodrigo Rollemberg foi o segundo mais lembrado pelos jornalistasRodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Carioca nascido em 13 de julho de 1959. Está no 1º mandato como senador. Funcionário efetivo do Senado,  é formado em História pela Universidade de Brasília (1983). Foi duas vezes deputado distrital (1995/2002), e secretário de Turismo do DF no governo do então petista Cristovam Buarque (1996/98). Atuou ainda como secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia no governo Lula (2004/06). Foi ainda chefe de gabinete dos ex-senadores Jamil Haddad (PSB-RJ) e José Paulo Bisol (PSB-RS).
Na Câmara Legislativa do DF, combateu a ocupação desordenada do solo e foi o autor das leis que criaram o Projeto Orla e fixaram regras para coleta do lixo. Lidera a Frente Parlamentar de Valorização do Serviço Público. Foi o Coordenador Nacional da Juventude Socialista Brasileira, em 1989. Eleito deputado federal em 2006, liderou a bancada de seu partido em 2010. No primeiro ano como senador, preside a Comissão de Meio Ambiente e Fiscalização do Senado.

CATEGORIAS ESPECIAIS

Parlamentar de futuro (parlamentares com menos de 45 anos)
Jean Willys (Psol-RJ)
Manuela D’Ávila (PCdoB-RS)
Randolfe Rodrigues (Psol-AP)
Reguffe (PDT-DF)

Defesa da Democracia e da Cidadania
Chico Alencar (Psol-RJ)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
Paulo Paim (PT-RS)
Pedro Simon (PMDB-RS)

Defesa do consumidor
Ivan Valente (Psol-SP)
Paulo Paim (PT-RS)
Reguffe (PDT-DF)

Roberto Santiago (PV-SP)
Atual presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara, Roberto Santiago tem 53 anos e está no segundo mandato como deputado federal.
Filiado ao PV desde 2005, Santiago foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana.

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)

Defesa do município
Ana Amélia (PP-RS)

Julio Cesar (DEM-PI)
No quarto mandato como deputado federal pelo Democratas do Piauí, Julio Cesar tambem foi prefeito de sua cidade natal, Guadalupe (PI) por dois mandatos consecutivos. Formado em direito, o piauiense já foi professor e atualmente, além de dedicar-se à politica, é produtor rural. Envolvido no setor, chegou a presidir a Comissão de Agricultura da Câmara e foi Secretário de Agricultura por duas vezes no estado. No ultimo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, Julio Cesar foi nomeado diretor da Conab ( Companhia Nacional de Abastecimento). Na Câmara, outra bandeira do parlamentar é a defesa dos municípios. Ele chegou a apresentar várias propostas no sentido de aumentar os recursos para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repasse federal de verbas para as cidades brasileiras. Julio Cesar esta deixando o DEM para formar o PSD, o novo partido idealizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. É cotado, inclusive, para ser o presidente da executiva estadual da nova legenda.

Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Engenheiro agrônomo e produtor rural, nascido em Candelaria, no Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze esta no quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo PP gaúcho. Em 1993, conquistou seu primeiro mandato eletivo como prefeito de São Borja (RS), município onde também foi secretário de Agricultura. Atualmente, como vice-líder da legenda na Casa, Heinze atua sobretudo na defesa dos interesses dos produtores rurais. Foi presidente da Comissão de Agricultura e trabalhou intensivamente nas calorosas discussões sobre o Codigo Florestal na Câmara, defendendo os interesses dos ruralistas. Um dos projetos de maior destaque do parlamentar foi o que reduziu a zero os impostos incidentes sobre ítens da cesta básica, como arroz e feijão. A proposta ja virou lei.

Pedro Simon (PMDB-RS)

Wellington Dias (PT-PI)
Nascido em Oeiras, Piauí, no dia 5 de março de 1962, Wellington Dias é bancário e radialista. Foi governador do Piauí pelo PT em 2002 e 2006, antes de se eleger senador em 2010.
Como radialista, trabalhou na Rádio Difusora de Teresina. Como bancário, foi gerente do Banco do Nordeste, do Banco do Estado do Piauí e da Caixa Econômica Federal. Iniciou-se na carreira política como líder sindicalista. Foi dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e presidente da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF) e presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí.
Começou na política em 1992, quando elegeu-se vereador em Teresina. Em 1994, tornou-se deputado estadual. Em 1995, tornou-se o presidente regional do PT. Foi candidato a vice-prefeito de Teresina em 1996, mas não obteve êxito na eleição. Em 1998, tornou-se o primeiro deputado federal eleito pelo PT no estado. Em 2000, candidatou-se a prefeito de Teresina, mas foi derrotado.
Inicialmente, Wellington pretendia tentar o Senado em 2002, mas o PT acabou lançando-o como candidato a governador. Começou a campanha com baixos índices de intenção de voto mas, ao final, acabou derrotando o então governador Hugo Napoleão ainda no primeiro turno. Reelegeu-se em 2006. Em abril de 2010, renunciou ao mandato para tentar ao Senado, e acabou se elegendo como o político mais votado na história do Piauí.

Segurança jurídica e qualidade de vida
Alessandro Molon (PT-RJ)
Mineiro de Belo Horizonte, Alessandro Lucciola Molon tem 39 anos e está no primeiro mandato de deputado federal. Filiado ao PT desde 1999, foi deputado estadual por duas oportunidades no Rio de Janeiro, entre 2003 e 2010. Na Câmara, é titular das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO).
Formado em história pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com mestrado na área pela mesma instituição, e em direito pela PUC do Rio, Molon é professor de direito e já foi docente da rede municipal de ensino. É autor do livro Graco Babeuf: o pioneiro do socialismo moderno, sobre o jornalista que participou da Revolução Francesa e foi executado por seu papel na Conspiração dos Iguais.
Além das comissões de que faz parte na Câmara, coordena a comissão externa sobre o legado da Copa e dos Jogos Olímpicos para o Rio e região. Além de fiscalizar a execução de obras, os parlamentares integrantes pretendem discutir o que os dois eventos esportivos podem deixar para o país.

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Aloysio Nunes Ferreira Filho nasceu em São José do Rio Preto (SP), no dia 5 de abril de 1945. O início da sua vida política está relacionado ao combate à ditadura militar,quando chegou a militar na luta armada, pela organização de esquerda Aliança Libertadora Nacional (ALN).
A militância de Aloysio começou em 1963 na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo. Logo depois do golpe militar, Aloysio filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro e tornou-se presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, na faculdade. Aloysio formou-se em 1968.
O PCB opôs-se à resistência armada contra a ditadura. Assim, Aloysio optou por ingressar na ALN. Na clandestinidade, assumiu o pseudônimo Mateus, e foi motorista do principal líder da organização, Carlos Marighella. Aloysio Nunes participou do famoso assalto ao trem pagador da antiga Estrada de Ferro Santos/Jundiaí. Foram roubados NCr$ 108 milhões, o suficiente para pagar todos os funcionários da companhia de estradas de ferro, numa das ações mais espetaculares da guerrilha para angariar fundos para o combate à ditadura.
Perseguido pelas forças de repressão, Aloysio Nunes exilou-se em Paris, na França. Retornou ao Brasil em 1979, com a Lei da Anistia, quando voltou a se filiar ao PCB. Logo em seguida, porém, deixou o Partido Comunista para se filiar ao PMDB, quando iniciou sua carreira como político eleito. De 1983 a 1991, foi deputado estadual pelo partido. De 1991 a 1994, foi vice-governador de São Paulo no mandato de Luiz Antônio Fleury Filho. Em 1992, disputou a prefeitura de São Paulo, mas foi derrotado.
De 1995 a 2007, foi deputado federal, já pelo PSDB. De 1999 a 2002, foi ministro da Justiça e secretário-geral da Presidência do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi mais tarde chefe da Casa Civil no governo de José Serra em São Paulo.
Em 2010, com 11,2 milhões de votos, superou o recorde de Aloizio Mercadante em 2002 como senador mais votado do país.

Demóstenes Torres (DEM-GO)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)

Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS)
Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho nasceu em 27 de dezembro de 1954, em Porto Alegre. Filiado ao antigo MDB em 1974, está no momento licenciado do quinto mandato como deputado. Assumiu o Ministério da Agricultura em 23 de agosto. Como deputado, era membro da bancada ruralista, que representa no Congresso os interesses do agronegócio.
Foi deputado estadual nas legislaturas de 1986 a 1990 e de 1991 a 1994. Liderou a bancada do governo gaúcho em 1990 e do PMDB entre 1991-1995. Mendes Ribeiro foi o primeiro gaúcho a assumir, em 2008, a presidência da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional.
Assumiu a liderança do governo Dilma Rousseff no Congresso em julho. Ficou pouco tempo no cargo. Com a queda de Wagner Rossi do Ministério da Agricultura, o peemedebista foi escolhido pela presidenta para assumir o cargo. Esta não é a primeira experiência de Mendes Ribeiro no Executivo. No Rio Grande do Sul, foi titular das secretarias da Justiça (1983 a 1984), de Obras Públicas, Saneamento e Habitação (1994-1996) e chefe da Casa Civil (1996-1998).

Miro Teixeira (PDT-RJ)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Pedro Taques (PDT-MT)

Promoção da saúde
Darcísio Perondi (PMDB-RS)
Nascido em Ijuí (RS), formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande Sul, com pós-graduação em Puericultura e Pediatria. Atuou, por 22 anos, como presidente do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), de 1986 a 2008. Sua atuação parlamentar é muito voltada para o interesse das Santas Casas que têm convênio com o Sistema Único de Saúde. Também ocupou o cargo de presidente e vice-presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Brasil (AMB). Reelegeu-se na disputa eleitoral em outubro de 2010.
Perondi iniciou sua carreira política como deputado federal. Está atualmente na quinta legislatura (1995-1999; 1999-2003; 2003-2007; 2007-2011; 2011-2015) tendo sido o relator do projeto de lei que reduziu os impostos sobre medicamentos, da lei que restringiu a propaganda de cigarro e da Lei de Biossegurança.
Durante sua trajetória na Câmara dos Deputados, ocupou a vice-liderança do PMDB e a vice-liderança do governo. Também foi vice-líder do bloco que integra o PMDB, PTB, PSC e PTC.

Dr. Rosinha (PT-PR)

Humberto Costa (PT-PE)
O sotaque nordestino carregado não faz crer que Humberto Costa na verdade seja paulista, da cidade de Campinas, onde nasceu em 7 de julho de 1957. É que Humberto mudou-se com a família para Recife aos sete anos de idade, e foi na capital de Pernambuco que formou-se em medicina e iniciou-se na vida política.
Humberto é pós-graduado em Medicina Geral Comunitária, Clínica Médica e Psiquiatria. É também jornalista, e atualmente faz um mestrado em ciência política na Universidade Federal de Pernambuco.
Humberto iniciou-se na política no movimento estudantil, na Universidade Federal de Pernambuco. Formado, presidiu a Associação Pernambucana de Médicos Residentes e foi primeiro-secretário do Sindicato dos Médicos de Pernambuco. Filiou-se ao PT em 1980, ano da fundação do partido. Foi deputado federal em 1998. Em 2001, foi secretário de Saúde de Recife na primeira gestão de João Paulo. Em 2002, disputou o governo de Pernambuco, mas acabou derrotado por Jarbas Vasconcelos.
Tornou-se então ministro da Saúde de Lula, numa gestão que acabou marcada por alguns problemas. Humberto enfrentou o escândalo conhecido como “Operação Vampiro”, que investigou irregularidades na contratação de fornecedores de hemoderivados pelo Ministério da Saúde entre 1990 e 2004. Humberto sempre defendeu-se dizendo que o escândalo era anterior à sua gestão e que foi ele quem determinou o início das investigações. Mas acabou envolvido nas denúncias, porque três das onze empresas investigadas foram contratadas na sua gestão. Humberto acabou sendo inocentado do caso em decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região em março do ano passado. Foi na gestão de Humberto no Ministério da Saúde que foi implantado também o sistema Samu, de ambulâncias para atendimento gratuito de emergência.
Em 2006, foi candidato ao governo de Pernambuco, mas tinha um pacto de não-agressão com Eduardo Campos, do PSB. A estratégia era manter dois candidatos governistas na disputa, para quem um dos dois acabasse eleito. Humberto ficou em terceiro lugar, e Eduardo Campos passou para o segundo turno contra o então governador Mendonça Filho. Com a vitória de Eduardo Campos, Humberto tornou-se secretário estadual de Cidades, cargo que ocupou até se desincompatibilizar para disputar o Senado. Eleito senador, Humberto é o atual líder do PT no Senado.

Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Francisco Mozarildo de Melo Cavalcanti nasceu em Boa Vista, no dia 11 de junho de 1944. É médico, formado pela Universidade Federal do Pará. Sua carreira política iniciou-se a partir da Medicina e das aulas como professor na Universidade Federal de Roraima. Mozarildo foi presidente do Conselho Regional de Medicina de Roraima.
Iniciou-se na política apoiando a ditadura militar, filiado à Arena, o partido que dava sustentação ao regime. Quando a Arena mudou de nome e tornou-se PDS, Mozarildo elegeu-se pelo partido deputado federal, em 1982, quando Roraima ainda era território federal. Em 1986, reelegeu-se como deputado constituinte pelo PFL. Em 1998, torna-se senador pela primeira vez, pelo PPB, partido que substituiu o PDS (hoje, o antigo PDS está na raiz da formação do atual PP). Em 2006, reelegeu-se.

Osmar Terra (PMDB-RS)
Filiado desde 1986 ao PMDB, Osmar Terra tem 61 anos. Médico, teve vários cargos na área. Entre eles, foi superintendente do antigo Inamps em Porto Alegre, secretário-executivo do programa Comunidade Solidária da Presidência da República, entre 1999 e 2001, e secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (2003 a 2005).
Seu primeiro mandato foi no Executivo, ao ser eleito prefeito de Santa Rosa (RS) em 1992. Na Câmara, assumiu o primeiro mandato na condição de suplente em 2005. No ano seguinte, disputou novamente uma cadeira pelo Rio Grande do Sul e acabou eleito. Em 2010, foi reconduzido pelos eleitores gaúchos.
Atualmente é membro titular da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara.

Paulo Paim (PT-RS)
Wellington Dias (PT-PI)

Colaborou Juliana Curi

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