Júri e jornalistas começam a escolher os melhores parlamentares de 2019

O júri especializado que vai apontar os parlamentares que melhor representam a população no Congresso se reuniu pela primeira vez nesta sexta-feira (9) para discutir os critérios da avaliação. Os jurados vão votar nas cinco categorias em disputa: “Melhores Deputados” e “Melhores Senadores”, “Clima & Sustentabilidade”, “Apoio ao Empreendedorismo” e “Valorização dos Bancos Públicos”. Também começou hoje a votação eletrônica entre os jornalistas que fazem a cobertura do Congresso.

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O júri volta a se reunir no próximo dia 20 para a escolha final dos premiados. A seleção é feita de forma paralela à votação do público, pela internet, que começou no último dia 1º e prossegue até 31 de agosto, e à dos jornalistas, que continua até o próximo dia 16. Todos os escolhidos serão conhecidos na cerimônia de premiação, marcada para 19 de setembro em Brasília.

Para assegurar a pluralidade na votação, participam do júri representantes dos setores acadêmico, empresarial e trabalhista e do terceiro setor, além do Congresso em Foco. O grupo este ano é formado pelo cientista político e professor universitário Creomar de Souza; pela vice-presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Ivonice Campos; pela coordenadora do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Viviane Ponte Sena; pelo presidente do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Ricardo Young, além do editor-executivo deste site, Edson Sardinha.

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Serão premiados os cinco senadores e os dez deputados mais votados pelo júri nas categorias gerais e os cinco parlamentares mais bem avaliados nas categorias especiais. Os jurados levarão em conta, entre outros critérios, a assiduidade dos congressistas nas votações, a participação nos debates do Parlamento, o desempenho na apresentação de propostas legislativas, a capacidade de articulação, além de seu envolvimento nas áreas temáticas em disputa.

Os jornalistas votarão nas duas categorias gerais (“Melhores Deputados” e “Melhores Senadores”). Cada profissional poderá votar em até dez deputados e no máximo em cinco senadores. Os votos serão colhidos por meio de convite enviado por e-mail e celular, em processo sujeito a monitoramento e auditoria externa, a cargo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal. Estão aptos os profissionais que fazer a cobertura das atividades do Parlamento. Não podem participar aqueles que vinculação societária ou empregatícia com empresas de lobby, de assessoria de comunicação, de consultoria política ou qualquer outra empresa que presta serviços no campo das relações governamentais.

Simbolismo

Para os jurados, o prêmio deste ano tem um simbolismo especial por causa da elevada renovação do Congresso nesta legislatura e pelo momento político conturbado que atravessa o país. Para Creomar de Souza, a democracia brasileira, apesar de ter mais de 30 anos, só agora está saindo da adolescência.

“O prêmio é importante para a cidadania porque, em 2019, mais do que nunca, há um protagonismo do poder Legislativo que não percebíamos até então. Temos uma tradição histórica de sempre olhar e esperar demais do Executivo. Essa mudança de padrão está dando um curto-circuito em muita gente”, explica o professor da Faculdade Mackenzie.

Na avaliação de Ivonice Campos, a premiação deste ano vai retratar um cenário de mudança no Congresso. “O prêmio vai tentar traduzir essa transformação política. Ele vem para sinalizar os rumos da política”, considera a vice-presidente da Abrig. Segundo ela, o diálogo do Parlamento com a sociedade se intensificou nos últimos anos com as redes sociais. “Antes não havia outros instrumentos, além do Diário Oficial, para acessar as informações”, lembra.

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Viviane Ponte considera que a escolha dos melhores parlamentares combate o discurso cada vez mais difundido de negação da política. “Vejo o prêmio como um instrumento de valorização da política. Não há solução para os problemas sem política. Precisamos continuar acreditando que esse é o caminho. Necessitamos do diálogo como um bem comum”, afirma a coordenadora do Diap.

De acordo com Ricardo Young, o Parlamento ganhou mais importância no contrapeso dos Poderes. “O Congresso hoje está sendo um contraponto muito importante a uma tendência autoritária do governo. Estamos vivendo no governo um namoro com o autoritarismo. O Parlamento teve uma renovação expressiva e está procurando contrabalancear de certa forma os exageros”, considera. “Dar foco hoje ao Congresso, exaltar aqueles parlamentares que estão fazendo um trabalho não polarizado, articulado com a sociedade civil, a favor da democracia e especialmente na defesa do meio ambiente, é simbolicamente muito importante”, explica o presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, do qual foi presidente, e do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS).

A exemplo dos anos anteriores, só podem ser votados parlamentares que não respondem a acusações criminais e aqueles que exerceram o mandato por pelo menos 60 dias este ano.

* Larissa Calixto, estagiária sob a supervisão de Edson Sardinha.

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