Congresso em Foco é citado em análise da France Press sobre pandemia no Brasil

O Congresso em Foco foi destaque na imprensa francesa em uma matéria sobre a pandemia no Brasil. Sob o título: "Mais de 200 mil mortos no Brasil, mas seu presidente continua em negação", o texto lembra a fala de Jair Bolsonaro de março de 2020, quando minimizou as infecções pelo novo coronavírus.

Leia aqui a matéria completa em francês.

"As esperanças de que a situação melhore em 2021 no Brasil diminuíram, pois a campanha de vacinação ainda não começou, enquanto muitos países já começaram a vacinar suas populações, incluindo a vizinha Argentina. Sem falar nos repetidos escorregões do presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro, que permanece em negação absoluta, minimizando a gravidade de um vírus que ele descreveu como 'uma gripezinha'".

Em depoimento à AFP, o fundador do Congresso em Foco, Sylvio Costa, afirma que “a lista de erros do governo na gestão da pandemia é a mais longa do mundo” e que “Bolsonaro é o mais obstinado dos 'corona céticos' e um verdadeiro desastre para o Brasil”.

O artigo repercute ainda a fala dessa semana do presidente, quando afirmou que o país está quebrado e que ele não pode fazer nada. Na terça-feira (6), ao conversar com um grupo de apoiadores na parte externa do Palácio da Alvorada, Bolsonaro transferiu para a mídia a responsabilidade pela crise provocada pela covid-19, que já matou mais de 200 mil brasileiros.

"Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia", disse.

A matéria, que também foi veiculada em espanhol (leia aqui) e em inglês (leia aqui), diz que Bolsonaro ganhou popularidade graças aos subsídios emergenciais que 68 milhões de brasileiros receberam durante 2020, mas que o benefício chegou ao fim em janeiro sob pressão do mercado, preocupado com o aumento do déficit e da dívida pública.

"Este programa permitiu ao presidente Bolsonaro se beneficiar de um bom índice de popularidade, mas à custa de um déficit público considerado insustentável", conclui a matéria.

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