“Brasil está em transe e abraça retrocesso”, alerta presidente da OAB/DF

“A República precisa sair urgentemente do transe e arregaçar as mangas. Enquanto as nações mais poderosas do mundo estão estudando como será a futuro, o Brasil está em dúvida sobre qual retrocesso abraçar”, alertou Délio Lins e Silva, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-DF, sobre o atual cenário de grave crise no país.

Nesta semana, a OAB no DF completou 60 anos de fundação. Lins e Silva relembrou a trajetória histórica da entidade e a importante atuação em momentos difíceis do Brasil.

A seccional nasceu com a capital. Foi instalada 34 dias depois da inauguração de Brasília.

“A história da entidade se confunde com a trajetória do país na luta pelos direitos da população, na defesa da democracia e na vigilância por uma Justiça igualitária”, afirma Lins e Silva.

Em 1981, na gestão de Maurício Corrêa, foi criada na OAB/DF a Comissão de Direitos Humanos. Em um momento conturbado para os brasileiros, o objetivo era defender a sociedade contra violências de todo o tipo.

Hoje, mais de 90 comissões tratam dos mais diversos interesses da população.

Em 24 de outubro de 1983, a OAB/DF foi ocupada por militares que queriam impedir o trabalho dos conselheiros.

Em resistência, os advogados saíram do prédio de braços dados, cantando o Hino Nacional.

Advogados de braços dados em sinal de protesto em 24 de outubro de 1983

Mais que proteger a entidade, deram exemplo a toda a sociedade sobre a importância de valores como a liberdade de expressão e o direito a reuniões, algo que sempre defenderemos”, reforça Lins e Silva.

Em 25 de março de 2010, a OAB/DF e 54 entidades da sociedade civil deram um abraço simbólico no Supremo Tribunal Federal (STF). O ato marcou a entrega da Corte ao então Presidente, Ministro Gilmar Mendes, do manifesto contra o pedido de intervenção no Distrito Federal, feito pela Procuradoria-Geral da República, por ocasião das investigações que ficaram conhecidas como Caixa de Pandora.

Entidades civis no STF

Coronavírus

“Enfrentamos um momento agudo e complexo da história de nossa geração. A pandemia do novo coronavírus transformou nossa vida. Em cada lugar, há um direito a ser defendido, e a advocacia precisa cumprir seu papel constitucional, bem como exercer liderança em nossa sociedade”, conclui.

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