O poder dado às agências de checagem e os riscos à liberdade de expressão

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Comentários (2)
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  • Felipe

    Quem tem que checar a verdade é o eleitor, e este tem o direito de expressar o que acha que é verdade, e não uma agência que se denomina “detentora da verdade”.
    Afinal, quem checará os checadores?
    Se existe, mesmo que ínfima, a possibilidade de haver erros, este motivo por si só já é o suficiente pra que a sociedade não se escore neste tipo de organização, que visa “rotular” a quantidade de verdade escrita pelas pessoas, como se um ser divino o fosse.

  • Grilo Dúvida

    Discordo que a checagem de fatos vá contra a liberdade de expressão. Todos poderão continuar exprimindo opiniões e publicando fatos, com o mesmo alcance de sempre. A única coisa que será “cerceada” é o “direito” de mentir – que, de resto, é nocivo, e deve ser limitado mesmo.

    Sobre os pontos levantados:
    1. Há checagens em boa quantidade sobre a vasta maioria dos candidatos, partidos e correntes políticas. Positivas e negativas em ambos os casos. Não é uma escolha arbitrária, ou deliberada para um lado qualquer.
    2. As falhas são raras e podem ser corrigidas. Invariavelmente, as agências consultam o checado para informar as fontes de informação. E elas postam erratas nestas situações. Casos como o do crucifixo são exceções. Concordo que os procedimentos devem ser corrigidos pra evitar estas falhas a todo custo, mas de jeito nenhum estas invalidam a checagem como um todo.
    3. Transparência é muito bem vinda, claro. Mas, da mesma forma, a falta dela não invalida o processo. É um daqueles pontos que podem transformar a checagem de boa em ótima, não de nociva para boa.
    A expressão fica mais livre, e não menos, quando as pessoas estão menos expostas a manipulações. A checagem vem nos ajudar nisso. Não vamos carimbar a visão da checagem de fatos como problemática por problemas pontuais que podem ser sanados. Combater as notícias falsas é uma urgência.
    Abraços!