Segunda, 24 de Abril de 2017

Tag Fábio Flora

“The Mona Lisa”

Invisíveis – quando uma reportagem sobre violência ignora o óbvio

“Como pode uma reportagem sobre violência no Brasil não percorrer periferias, se é nesses espaços que acontece a maioria dos homicídios dolosos ou por balas (nem sempre) perdidas?”

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Onde mulheres caratecas nocauteiam marmanjos atrevidos todos os dias

Na esteira do assédio sexual nas dependências da Globo, blogueiro relata discussões contra machistas no Facebook e pergunta a um deles, que relata haver um lugar em que mulheres “não temem bandido” e “nocauteiam marmanjos”: “Fica em alguma esquina do Projac?”

Governo

Retrocesso a jato

“No orçamento não cabem o SUS (que atende os mais pobres) nem a universidade pública (hoje frequentada por muitos alunos de baixa renda, os cotistas) porque têm de caber, prioritariamente, bilhões de reais para socorrer operadoras de telefonia à beira da falência e reajustar os já altos salários do Judiciário”

Difícil ser otimista em tempos de pato da Fiesp e PEC dos “pobres, enganados e contentes”, filosofa Fábio Flora

Eta, mundo bom – A impressionante resignação atual das multidões de camisa amarela

O garçom acomodado, as multidões subitamente serenadas, o matuto otimista. “Pasmem: tem gente toda alegrinha porque testemunhou deputados trabalhando em plena segunda-feira, até altas horas, a fim de aprovar a tal PEC 241”

Sônia Braga “The Mona Lisa”

A era de – “Aquarius” e a velha flor que fura o asfalto

Cronista recorre à cena dos insetos em “Aquarius” como ponte-metáfora para a realidade brasileira. “É inevitável relacionar o ninho à oligarquia de parasitas que, ao envenenar o frágil alicerce da democracia brasileira, mostrou ser possível expulsar uma personagem incômoda – de um apartamento ou de um palácio presidencial – sem usar a força bruta”

Distopia – A distância astronômica entre o Brasil interino e o ideal de nação

Cronista lamenta os rumos do Brasil de comando interino. “Vejo trabalhadores braçais pobres – cuja expectativa de vida é inferior à idade mínima a ser imposta para aposentadoria – saindo das covas para reivindicar direitos. Vai ser tanto zumbi tocando o terror que periga o Estado Islâmico explodir de inveja”

Aquele abraço – O menino “mutante” que pode salvar a humanidade

Cronista critica a xenofobia e celebra o abraço oferecido por uma criança portuguesa a um rapaz francês, aos prantos depois da derrota da França para Portugal na Europa. Mesmo assim, questiona: “Não deveria ser normal o nativo abrir as portas de sua casa para o refugiado?”

Ilhados – O “mundo de pelúcia” e suas vítimas de carne, osso e penas

A vida artificial de algumas pessoas que, além de falsear a realidade, isola-as do “continente” – onde acham que animais são bibelôs, destaca o autor. “Surpresa nenhuma essa incompetência do ser humano em se pôr no lugar de outras espécies. Não consegue se pôr no lugar nem da própria”

Dias piores virão

“Caminhamos na contramão do que sugere um relatório recente da ONU sobre a América Latina, que pede que os governos locais, mesmo em tempos de recessão, não abortem as políticas referentes ao enfrentamento, por exemplo, da violência de gênero”

Maracanazos

Na esteira dos casos de estupro, cronista põe o dedo na nossa ferida social, remonta a derrotas nacionais históricas e indaga: “Não seria o caso de as escolas incluírem em seus currículos (mais) discussões sobre a violência contra a mulher?”

Mães e filhos

Cronista cita o estratosférico numerário da destruição do Rio Doce e, no Dia das Mães, faz desagravo à Mãe Natureza: “Mesmo diante desse cenário distópico, senadores acabam de aprovar uma PEC que anula a necessidade de licenciamento ambiental para execução de obras no país”

Virando o disco

Cronista recebe e-mails com a seguinte demanda: textos sobre assuntos que não a política. Ao falar de música, cinema e futebol, acaba esbarrando na questão da desigualdade social, mas para a tempo de evitar o “repeat”

Dormindo com o inimigo

“Oxalá nossos deputados – tão ficha-limpamente preocupados com o futuro da nação e o respeito ao dinheiro público – discutissem e aprovassem tais propostas com a mesma celeridade com que agilizaram o processo de impeachment”

Como eliminar seu chefe

“Que os empregados não se animem e os patrões não se desesperem: não vou socializar nenhuma cartilha homicida a ser aplicada em diretores, gerentes e afins. Só quero falar um pouquinho do filme de mesmo nome estrelado por Jane Fonda, Lily Tomlin e Dolly Parton nos anos oitenta (Nine to five, no original)”

Aos que acreditam em unicórnios

“Só numa terra em que unicórnios cavalgassem, ricos e pobres caminhariam juntos pela orla de Ipanema, tomariam juntos chá na Confeitaria Colombo, frequentariam juntos os camarotes do Municipal, viajariam juntos para a serra nas férias escolares”

No meu tempo

“O país era um só coração. Não havia essa divisão entre ricos e pobres, patrões e domésticas, brancos e negros, paulistas e nordestinos, coxinhas e petralhas. Fla-Flus, só no Maracanã”

Às cinzas

“Um último prêmio dedico à TV Manchete, que jamais atravessaria o samba a ponto de não transmitir desfiles de escolas tradicionalíssimas como Estácio e Vila Isabel. Saudade enorme do canal que não fazia da festa mais popular apenas um adereço de sua programação”

Às avessas

“No Carnaval, o santo cede o altar pro sacana. A desordem veste a farda da lei. O delírio assume a fantasia da realidade. Esse clima de inversão dos papéis bem que podia transbordar para o ano inteiro. Porque tem sido difícil suportar a ordem imposta pelos dias sem folia”

Policiais da verdade

“Escoltado por orientandos, famoso historiador cerca professor em saída de restaurante e o xinga por sugerir mudanças no currículo escolar. Qualquer semelhança com o episódio pitbulls do Leblon versus Chico não é mera coincidência”

Espaço exclusivo

“Já imitou o som dos sabres de luz enquanto duelava com um Sith imaginário? Não?! Já passou por aquela porta automática do shopping e usou a Força para abri-la? Nunca?! Já se pegou assobiando mentalmente a Marcha Imperial ao topar com um discurso fascista?”

Às armas, cidadãos?

Cronista refuta a tese de que “armas dissuadem”. “Estimativas do Bureau of Investigative Journalism mostram que, a cada tentativa de executar um líder terrorista, os drones norte-americanos matam pelo menos 28 civis inocentes”, diz Fábio Flora

Bergmans e bays

Blogueiro condena critica a indústria bélica e as noções distorcidas sobre uso de armas. “Quantas columbines ainda serão necessárias para que os americanos entendam que incentivar uma cultura bélica só é bom negócio para os fabricantes de armas?”, indaga Fábio Flora

Ficções e facções

Blogueiro faz analogia entre derrapada ficcional de telenovela e dissimulação entre membros da mesma “facção” política. “Um e outro são filiados a siglas que, em tese, ocupam espaços antagônicos”

Meninos perdidos

‘Tentar entender por que este ou aquele jovem ingressou na tripulação do Capitão Gancho não significa defender a impunidade. Toda pirataria deve ser combatida e castigada. No entanto, mandar para a prancha o pequeno Alma Negra sem compreender a origem de sua vilania seria tão inócuo quanto tratar uma febre sem curar a infecção’

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