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Violência e barbárie: o terrorismo contemporâneo

“Aproximam-se as Olimpíadas do Rio de Janeiro. De forma dissimulada, explícita ou contida uma dúvida carregada de medo povoa a cabeça de muitos: haverá atentados terroristas?”

Aproximam-se as Olimpíadas do Rio de Janeiro. De forma dissimulada, explícita ou contida uma dúvida carregada de medo povoa a cabeça de muitos: haverá atentados terroristas? Esse é um tema sensível e deve ser abordado com prudência e equilíbrio. É evidente que as forças de segurança e os serviços de inteligência estão atentos monitorando a situação. Além disso, o Brasil é um país distante dos grandes conflitos internacionais. Por outro lado, a ação terrorista busca acima de tudo ampla publicidade como instrumento de propaganda ideológica. E a mídia internacional estará toda concentrada aqui.

Seria tapar o sol com a peneira negar os temores crescentes na comunidade internacional diante da ousadia e truculência dos atos terroristas patrocinados pelo Estado Islâmico. É quase incompreensível para uma pessoa normal o comportamento e as motivações de terroristas frios e assassinos. Como lidar com “lobos solitários” que surgem repentinamente das sombras, movidos pelo ódio e pela irracionalidade, alimentados por valores religiosos mal alinhavados a destilar sua lógica maniqueísta contra alvos inocentes e indefesos?

Quem pode entender e perdoar fanáticos que se apossam de aeronaves e as projetam sobre as torres gêmeas? Como assimilar a atitude daqueles que invadem uma boate ou um jornal parisiense e cospem rajadas matando jovens e jornalistas? Como banalizar as dezenas de explosões em shoppings e aeroportos em nome de uma “guerra santa”? Não há Deus, religião ou causa que legitime atos violentos e covardes como esses. Nenhum Deus aprovaria isso.

Elizabeth era brasileira, nascida em Olaria no Rio. Vivia na Suíça há 20. Com o marido e suas três filhas, participava da festa do 14 de julho, dia da França, no belo Passeio dos Ingleses, em Nice, símbolo da Riviera Francesa. Elizabeth e sua Kayla, de seis anos, não estão mais entre nós. O enlouquecido Mohamed resolveu que era preciso dar uma “lição” no mundo ocidental. E desesperadamente jogou seu pesado caminhão em cima da multidão deixando como herança 84 inocentes mortos e 256 feridos. Não há código ético ou moral que justifique isto.

A História da Humanidade é carregada de violência. O Império Romano foi construído sobre o sangue dos povos conquistados. As Cruzadas não foram inocentes excursões ao Oriente. As populações indígenas das Américas foram dizimadas. As Grandes Guerras deixaram milhões de mortos em seu rastro. As revoluções Francesa e Russa não foram transformações indolores e pacíficas.

Alguns tentaram justificar e legitimar a violência revolucionária. Outros advogaram a violência do Estado em nome da ordem. Violência é violência. Nenhuma faz sentido. Mas a mais odiosa é a dos terroristas que surgem inesperadamente das trevas para assassinar inocentes indefesos.

Que a paz e a solidariedade humana iluminem os céus do Rio de Janeiro e do mundo todo neste sombrio Século XXI.

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Sobre o autor

Marcus Pestana

Marcus Pestana

* Marcus Pestana é deputado federal e foi, por dois mandatos consecutivos, presidente do PSDB de Minas Gerais. E-mail: contato@marcuspestana.com.br.

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