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Restaurantes em Brasília resistem à crise e alguns até têm fila de espera

Os ventos difíceis causados pelas crises política e econômica começam a bater forte no setor de gastronomia. A redução da atividade econômica impacta direto o ramo da alimentação, em várias capitais. No Rio, a mídia tem mostrado cenários desoladores, com ...

Os ventos difíceis causados pelas crises política e econômica começam a bater forte no setor de gastronomia. A redução da atividade econômica impacta direto o ramo da alimentação, em várias capitais. No Rio, a mídia tem mostrado cenários desoladores, com templos da alta culinária de portas vazias. Na cidade maravilhosa, a falta de segurança agrava as dificuldades do bolso. Muitas casas estão à venda.

Segundo estimativas da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o ramo de alimentação fora do lar deverá fechar o ano com redução de 0,55% de funcionários. A tônica é cortar custos e reduzir despesas o máximo possível. Com menos trabalhadores, será um desafio para os estabelecimentos garantir a mesma qualidade do serviço. Os proprietários adiantam que irão apostar em capacitação do pessoal, vamos torcer.

Os dados do cenário econômico não são nada animadores. Estudo da consultoria Tendências mostra que a recessão fez a economia de 12 estados retroceder ao nível do início da década, entre eles o Distrito Federal.

Em Brasília, no entanto, ainda se mantém o movimento dos principais endereços do ramo de alimentação, alavancado pelo fato de a capital federal ser a sede dos três Poderes. Durante os dias de semana, o fluxo é ditado pelo funcionamento do Congresso, Judiciário e Executivo. O movimento nos fins de semana também é satisfatório, almoço e jantar.

No Rio, os jornais têm mostrado o impacto da Lava Jato nos endereços gastronômicos lendários, com notória queda no movimento de casas como Antiquarius, Laguiole, Gero e Satyricon, entre outras.

Por aqui, ao contrário do que ocorria há alguns anos, quando o cenário gastronômico das elites políticas e econômicas ficava concentrado ao Piantella e alguns poucos endereços, hoje o mapa de frequência de restaurantes pelos poderosos está mais diversificado, embora ainda seja  possível se mapear as cozinhas preferenciais.

Não sobra mesa vazia nos almoços de domingo do restaurante Francisco da 402 Sul, uma sólida referência culinária em Brasília há décadas. O mesmo agito acontece quase todas as noites no Bloco C da 211 Sul. Nas sextas-feiras, por volta de 19h30, é comum ver as filas dos comensais no lado de fora, na quadra. Para amenizar a espera, o chef Marcelo Petrarca oferece uma taça de espumante e o bolinho de peixe de entradinha.

Nos domingos à noite, as filas migram para as principais pizzarias da cidade, a partir das 20h. Agora em junho, o movimento é animado pelos eventos em comemoração ao Dia dos Namorados (12 de junho) e também pelas muitas festas juninas espalhadas pelas quadras do Plano Piloto e nas cidades-satélites.

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Sobre o autor

Miriam Moura

Miriam Moura

Miriam Moura é jornalista, com larga experiência na cobertura política em Brasília. Trabalhou em jornais como O Globo, O Estado de S. Paulo e foi assessora de Comunicação em tribunais superiores, como STJ, TST e CJF. É diretora de Consultoria e Treinamentos na Oficina da Palavra e In Press Oficina.

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