Sábado, 18 de Maio de 2013

Colunistas

Por que Cavendish quer ficar calado na CPI

O PSDB aposta no depoimento do empreiteiro para criar problemas para o PT. Mas o mais provável é que Cavendish fique calado na CPI do Cachoeira, informa Leandro Mazzini, na Coluna Esplanada

O segredo de Cavendish
É de Fernando Cavendish e não dos advogados a decisão de ficar calado na CPI. O dono da Delta, construtora pivô de triangulações financeiras com empresas fantasmas de Carlinhos Cachoeira, baixa na CPI só em agosto. O advogado Técio Lins e Silva tentou convencê-lo de negociar sua ida à comissão até o dia 17 para depor, com esperança de que o recesso esfriasse o caso. Cavendish está temeroso. Como revelou a coluna, sua sala foi alvo de escuta ambiental. Não sabe se pela polícia ou espionagem empresarial.

Wilson Dias/ABr

Cavendish deverá oferecer mais uma sessão de silêncio na CPI do Cachoeira

Quem tem boca…
O PSDB não vai engolir o silêncio. Vê em Cavendish o homem-bomba que pode abalar as estruturas do PT. A oposição vai ao STF para forçar o empreiteiro a falar.

Contra-ataque
Com a convocação de Luiz Pagot, ex-Dnit, o PT não deixou barato e incluiu Paulo Preto, o suposto financiador do tucanato paulista, que não tem nada a ver com a história.

Agenda
O plano da CPI é ouvir até dia o 17 os quatro deputados suspeitos de ligações com Cachoeira: Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), Sandes Junior (PP-GO), Otoni (PT-GO) e Stepan Nercessian (PPS-GO).

Primeiro contato
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) vai ao Paraguai, agora em agenda oficial, a convite do governo e do Parlamento. A mídia hermana divulga que o PSDB é o principal aliado político do governo de Federico Franco. Dias atrás, o senador prometeu aos paraguaios que iria cobrar do governo Dilma a suspensão do Paraguai do Mercosul.

PT e PSD
O PSD pode anunciar hoje apoio ao PT em Belo Horizonte. Os petistas já contam com PDT, PCdoB e PMDB para se contrapor ao PSB-PSDB do prefeito Marcio de Lacerda. O cotado para vice do PT é o deputado estadual Sávio, do PMDB.

Leitura e poder
Convocado pelo PT, Patrus Ananias volta à cena em BH como candidato. Especialista na obra de Guimarães Rosa, ele abandona temporariamente uma tese que escreve sobre o grande escritor para iniciar campanha.

Bênção
Vejam que legal, Patrus, ex-seminarista, não se aventura em campanha sem antes viajar a um rincão de Minas e pedir a autorização à mãe.

Proeza
A campanha à reeleição do prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), conseguiu uma proeza. Reuniu 20 dos 30 partidos do Brasil.

Circo
Começa amanhã a campanha eleitoral. Candidatos e partidos poderão utilizar, das 8h às 22h, alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos, promover comícios e corpo-a-corpo nas ruas.

Crise
O PT nacional atropelou mais no Recife. Com mestrados e doutorados na Itália e Inglaterra, Maurício Rands vai advogar e atuar como consultor. Desfilia-se do partido revoltado por ter sido preterido na disputa municipal.

Dois lados
A oposição na CPI estranha o relator Odair Cunha (PT-MG) pegar o carro para ir duas vezes a Goiânia investigar o governador Marconi Perillo (PSDB) e não ter o mesmo ímpeto com Agnelo Queiroz, do PT e do DF.
Mão dupla
Após a Delta, mais cinco empresas envolvidas na operação Mão Dupla vão sofrer processos por fraude em operações do Dnit no Ceará: RNR Engenharia, NBR Engenheiros, HSZ, G&F e Maia Melo.

Mais um
O mais novo partido político brasileiro nasceu na semana passada. É o PEN, Partido Ecológico Nacional, que foi aceito como agremiação política há um mês.

Nas ruas
Os candidatos a prefeito de São Paulo já elegeram caminhadas no centro velho da capital para o pontapé na campanha. Ou estão afinados, ou a espionagem anda em alta.

Ponto Final
O PT voltou a ser PT em Belo Horizonte.

Com Gilmar Correa e Marcos Seabra

contato@colunaesplanada.com.br . www.colunaesplanada.com.br . Twitter  @leandromazzini

Sobre o autor

Leandro Mazzini

Leandro Mazzini

* Leandro Mazzini é jornalista e escritor, pós-graduando em Ciência Política pela UnB. Passou por Jornal do Brasil, Agência Rio, Correio do Brasil, Gazeta Mercantil e Coluna CH. No Rio, cobriu a política fluminense de 1998 a 2007, quando se mudou para Brasília, onde assinou oInforme JB de 2007 a 2011. É apresentador dos programas de debates políticos Tribuna Independente (terças) e Frente a Frente (seg,qua,sex) na REDEVIDA de Televisão, em rede.

Outros textos de Leandro Mazzini.

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