Domingo, 19 de Maio de 2013

Colunistas

PF e Justiça se unem para validar operações

Seminário discutirá fórmulas para evitar que investigações sejam depois invalidadas pela Justiça, informa Leandro Mazzini, na Coluna Esplanada

Em busca de provas
Numa parceria inédita, o Conselho Nacional de Justiça e o Instituto Nacional de Criminalística vão promover um seminário sobre a eficiência de coleta de provas que embasem os inquéritos da Polícia Federal. O objetivo é buscar experiências internacionais para que operações não sejam anuladas pela Justiça, como nos casos da Satiagraha e Castelo de Areia, derrubadas pelo Superior Tribunal de Justiça ano passado. O ministro do STF Gilmar Mendes será um dos palestrantes.

U. Dettmar

Gilmar Mendes será um dos palestrantes no seminário da PF e do CNJ

Memória
A Satiagraha visava o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. A Castelo enquadrou empreiteiros. Todos estão livres.

Tabu
Os peritos federais, considerados entre os mais treinados do mundo, e os ministros querem por fim ao bordão ‘A PF prende e a Justiça solta’.

Mercadejando
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comemora a maior procura pela Engenharia no vestibular das federais. Atribui isso ao mercado aquecido.

Nota zero
Pelo menos 43% dos professores do ensino básico no Brasil são temporários, os chamados quebra-galhos. É artimanha usado pelos governos por três fatores: pagam menos aos temporários, evitam o concurso e o aumento da folha, e usam as escolas como redutos eleitorais ao indicar diretores e professores.

Prancheta fraca
Dezessete estados não pagam o piso salarial do professor, constata o PhD em Educação Moaci Carneiro, no livro O nó do ensino básico. Ele lembra que a China forma 600 mil engenheiros por ano; a Índia, 286 mil; e o Brasil apenas 32 mil.

A jato
A Receita negocia com os banqueiros o parcelamento dos impostos sonegados na importação de seus jatos. Os nove aviões apreendidos na Operação Pouso Forçado foram liberados, mas o Tesouro está na pista. Ou pagam, ou devolvem.

Ministro zen
Juristas têm notado a atuação decidida e zen do presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, no controle do ego dos seus pares na corte. Na frente e atrás das câmeras.

Lavoura arcaica
A conta é do secretário de políticas agrícolas do Ministério da Agricultura, Caio Rocha: só este ano, as perdas de lavoura nos estados do Sul alcançam R$ 320 milhões.

Prévia penal
Do delegado da PF e deputado Protógenes (PCdoB-SP), contra a sugestão de descriminalização das drogas e do usuário que entrará em debate no novo Código Penal: “O policial deve ser treinado para tratar o usuário como traficante”.

Carteira na mão
O Ministério do Trabalho vai começar uma campanha de divulgação na mídia da importância do FGTS, para forçar o empregador a assinar a carteira, evitar a sonegação e o trabalho escravo.

Na moita
A pedido de Dilma Rousseff, o Ministério do Trabalho passou a ter papel ativo na negociação de greves nas montadoras de carros. Atuou no caso da GM. E agora conversa com os sindicatos dos caminhoneiros.

Alerta no canteiro
A Norte Energia, que constrói a usina Belo Monte, alertou o governo sobre a paralização judicial da obra: 20 mil empregos estão em jogo e também as obras de saneamento de Altamira e cidades vizinhas bancadas pelo consórcio.

Power Preto
Paulo Preto, o homem das campanhas do PSDB paulista convocado para a CPI do Cachoeira, pediu autorização para usar Power Point no seu depoimento.

Internet
A cada dia útil, uma banca fecha ou é ameaçada de fechar na capital São Paulo, revela o Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas. Hoje são 3,9 mil.

Ponto Final
O modelo da Crackolândia de São Paulo infelizmente se espalhou por todas as cidades do país.

Com Marcos Seabra

www.colunaesplanada.com.br
contato@colunaesplanada.com.br

Twitter @leandromazzini

Sobre o autor

Leandro Mazzini

Leandro Mazzini

* Leandro Mazzini é jornalista e escritor, pós-graduando em Ciência Política pela UnB. Passou por Jornal do Brasil, Agência Rio, Correio do Brasil, Gazeta Mercantil e Coluna CH. No Rio, cobriu a política fluminense de 1998 a 2007, quando se mudou para Brasília, onde assinou oInforme JB de 2007 a 2011. É apresentador dos programas de debates políticos Tribuna Independente (terças) e Frente a Frente (seg,qua,sex) na REDEVIDA de Televisão, em rede.

Outros textos de Leandro Mazzini.

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1 Comentário

  1. Hilton disse:

    O que favorece a bandidagem é a falta de ética no exercício do direito.
    Tranformar a verdade em mentira por um simples detalhe jurídico é ´mentir para o povo para beneficiar um delinquênte.
    Vejamos os defensores do mensalão: eles não provam que os seus clientes são inocentes paenas acusam a promotoria de incompetente, baseada nas pequenas lacunas legais; eles assumem que houve crime publicamente, mas não o crime imputável e sim aquele com penalidades menores, distorcendo os fatos e contando com a ineficiência dos julgadores.

    Responder

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