Segunda, 24 de Abril de 2017

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O que é “comfort food” para você?

“Quando li a notícia de que o Starbucks Brasil incluiu ‘pão na chapa’ no cardápio, a primeira coisa em que pensei foi em ‘comfort food’. No imaginário gastronômico coletivo do brasileiro o ‘café com pão’ é uma dupla campeã, assim como o ‘arroz e feijão’”

Quando li a notícia de que o Starbucks Brasil incluiu “pão na chapa” no cardápio, a primeira coisa em que pensei foi em “comfort food”. No imaginário gastronômico coletivo do brasileiro o “café com pão” é uma dupla campeã, assim como o “arroz e feijão”, todos com suas variações de acordo com o sotaque e a cultura culinária de cada região.

A iniciativa de incluir receitas e preferências culinárias locais no menu não é inédita. É uma estratégica de marketing que visa ao aumento de vendas e reposicionamento da marca. O McDonald’s faz isso há tempo. Regionalizou o cardápio em várias partes do planeta. Por aqui passou a vender água de coco e pão de queijo, entre outros itens.

Pão na chapa, uma das manias nacionais, entra para o cardápio brasileiro de uma das maiores redes de alimentação do planeta

Mas a ideia hoje é pensar sobre o conceito de “comfort food”. Ele pode variar de acordo com hábitos e memórias gustativas de cada um. Para mim, “comfort food” pode trazer de volta a lembrança de gemada à noite, hábito cultivado durante anos na infância. Para qualquer mineiro, aposto que o pão de queijo vem à tona quando se fala em cozinha de conforto. Há também os clássicos “pipoca com guaraná”, “brigadeiro de colher”, a lista é longa e variada.

Os textos que falam sobre o tema variam nos termos e nas definições. É a “cozinha do coração”, a comida afetiva, a lembrança gostosa do “bolinho de chuva” em tardes chuvosas, o bolo saindo do forno e saboreado às pressas com gula infantil. É carinho, conforto, sensação de aconchego. Comidinha de mãe, de tia, de avó, preparada com amor.

A gastronomia se modernizou e o conceito “gourmet” invadiu a cena culinária mundial. Hoje, quase todos querem pegar uma “lasquinha” no enorme potencial de ativo de imagem que já vem embutido na expressão.

Em Brasília, uma das casas que associa “comfort food” aos seus pratos é o restaurante Nebbiolo (409 Sul). “Nossa proposta é oferecer comida contemporânea com sabor de comida conforto, a preços honestos”, anunciam. É também o resumo do que sempre buscamos: comer bem a um preço razoável.

Depois de tudo isso, fiquei com vontade de provar muitas coisas e também o “pão na chapa”, um exemplo de “comfort food” que pode ser degustado em qualquer boa padaria da esquina. Pode ser com manteiga, requeijão, Nutella ou doce de leite! Bom, não é mesmo?

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Sobre o autor

Miriam Moura

Miriam Moura

Miriam Moura é jornalista, com larga experiência na cobertura política em Brasília. Trabalhou em jornais como O Globo, O Estado de S. Paulo e foi assessora de Comunicação em tribunais superiores, como STJ, TST e CJF. É diretora de Consultoria e Treinamentos na Oficina da Palavra e In Press Oficina.

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