Domingo, 19 de Maio de 2013

Colunistas

Metade dos deputados tem risco de enfarte

Segundo pesquisa de pós-graduação de funcionário da Câmara, sedentarismo, stresse e alimentação desregrada tornam parlamentares passíveis de doenças do coração, informa Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada

Poder & enfarte
Uma pesquisa inédita realizada por um servidor da Câmara dos Deputados revela que metade dos parlamentares tem alto risco de enfarte. O estudo foi feito com vinte políticos da Casa. Embora seja um número baixo, a amostra indica que, pelo perfil dos políticos da atual Legislatura, praticamente 45% dos parlamentares estão no grupo de risco para doenças do coração. Eles foram diagnosticados com estresse, sedentarismo e alimentação desregrada, segundo o autor da tese de pós-graduação, Ítalo Lages Luongo Filho.

Saulo Cruz/Câmara

Vida de deputado: alto risco de doenças cardíacas

Causas
Os pesquisados apontaram o cansaço físico e mental nas comissões que excedem os horários e a participação em comissões simultâneas como maiores causas do estresse.

Quadro clínico
Os outros têm baixo risco de enfarte (15%) e risco moderado (40%). Os políticos reclamam do pouco tempo para refeição na Câmara e dos voos longos e semanais.

Diagnóstico
Ítalo Lages ressalta que “há um aparente estresse intrínseco à atividade parlamentar, aliado a uma suposta idade média elevada”.

Envelhecimento precoce
Segundo o servidor, a ideia da pesquisa veio depois de observar, durante três Legislaturas, ‘um envelhecimento acelerado dos deputados em curto período de mandato’. É aquela conhecida história contada pelos políticos: campanha envelhece os outros. Pelo que se prova agora, mandato também.

Vaivém

A estatal Valec, que cuida das ferrovias, pretende contratar mais de mil empregados no atual concurso público. Mas cede, por mais de dez anos, dezenas de seus empregados apadrinhados à Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Lá e cá
Já na ANTT, os cedidos da Valec estão ocupando funções dos servidores de carreira da própria agência, cuja direção demora a chamar concursados. Ainda existe uma disputa dos servidores com apadrinhados do Senado.

Todo olímpico
O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, usa dois celulares cujos números finais remetem ao ano dos Jogos no Rio: 2016.

Brasiiiilll
Mais da campanha pelas ruas. Em Tobias Barreto (SE), a chapa do PR é composta por Popeye para prefeito, com Disney de vice.

Brasil na tela
Outros depoimentos de quem assistiu em Londres ao comercial da Embratur, que promove o Brasil em 100 países, dão conta de que agradou ao público. O custo total das ações nestes países é de R$ 20 milhões.

Treinando o apito
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e o deputado federal Vicente Cândido, relator da Lei da Copa, se reúnem hoje em Londres com o chefão da Fifa, Joseph Batter, para acalmá-lo sobre a polêmica que envolve o assunto.

Casa e esgoto
O ‘Minha Casa, Minha Vida’ rendeu 799 mil unidades com R$ 129,3 bilhões no PAC2. Prefeitos reclamam do governo que poderiam ser mais, se a Caixa dispusesse de mais técnicos para conferir obras de saneamento.

Marca & mídia
O mercado mundial de mídias sociais vai movimentar US$ 16,9 bilhões só este ano, aumento de 43,1% em relação a 2011, prevê a Gartner, líder em consultoria sobre tecnologia.

Festa
As autoridades brasileiras estiveram no estádio Olímpico com uma preocupação: Rio 2016 terá de superar o espetáculo de ontem.

Cadê?
O que também se comentava no staff brasileiro no estádio Olímpico era onde caíram os paraquedistas que pularam do helicóptero.

Ponto Final
Você aí, com 14 horas de serviço, marmita fria e no ônibus lotado… e os deputados reclamando da rotina ‘estafante’ em Brasília…

Com Marcos Seabra

contato@colunaesplanada.com.br . www.colunaesplanada.com.br . Twitter  @leandromazzini

Sobre o autor

Leandro Mazzini

Leandro Mazzini

* Leandro Mazzini é jornalista e escritor, pós-graduando em Ciência Política pela UnB. Passou por Jornal do Brasil, Agência Rio, Correio do Brasil, Gazeta Mercantil e Coluna CH. No Rio, cobriu a política fluminense de 1998 a 2007, quando se mudou para Brasília, onde assinou oInforme JB de 2007 a 2011. É apresentador dos programas de debates políticos Tribuna Independente (terças) e Frente a Frente (seg,qua,sex) na REDEVIDA de Televisão, em rede.

Outros textos de Leandro Mazzini.

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