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Maduro está podre, e Lula bichado

“Maduro já morreu, mas como velho ditador ainda está sentado no trono em putrefação. ... Há grande dúvida se Lula deve ser preso na ocasião do seu interrogatório. Razões jurídicas não faltam, mas muitos analistas têm ponderado sobre o momento adequado para enjaulá-lo”

A luta insana dos dois políticos para garantir seus privilégios os leva ao inevitável confronto – não de idéias, mas da convulsão social que é pregada por ambos.

Maduro, no poder e com a caneta na mão, governa tutelado por militares e defendido por milícias armadas que utilizam seus arsenais contra o povo indefeso, montados em motocicletas velozes e cobertos por capacetes.

O sangue corre nas ruas da Venezuela e, todos os dias, alguns cidadãos são mortos com brutalidade. O governo, desde a morte do líder populista Hugo Chaves, que afundou o país na miséria, volta-se para a manutenção dos seus tresloucados atos e submete o povo às migalhas dos programas sociais que tão bem conhecemos, e senta o porrete nos opositores. Já são mais de quarenta mortos, um sem número de presos e – quem sabe? – outros desaparecidos.

A paciência do povo venezuelano chegou ao fim, e a revolta popular pode levar o país à guerra civil. De nada adiantaram os milhões de dólares destinados por Lula e Dilma para amenizar a crise. Por lá, tudo se resume em ditadura, miséria e mortes. Maduro já morreu, mas como velho ditador ainda está sentado no trono em putrefação.

Por aqui, o ex-presidente, que chegou ao poder para mudar o país, segue em prisão domiciliar espontânea e só discursa em eventos privados com medo de ser agredido pelo povo ainda não enfurecido. A fisionomia de Lula é a imagem da decadência de um ser humano. É uma fruta murcha, acomodada em caixote para ser descartada nos aterros sanitários na periferia das cidades.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Maduro e Lula, em maio de 2013, em Brasília: um, no “trono em putrefação”; outro, “no fim da estrada”, na opinião do colunista

O desmascaramento das falas de Lula, investigado em tantos processos, chega a ser risível e, nas redes sociais, é mais assistido do que os comediantes renomados. Nas casas, nos bares, nas escolas e nos transportes públicos há sempre uma pessoa compartilhando suas galhofas.

O último discurso de Lula, antes de ser submetido a interrogatório pelo juiz Sérgio Moro, demonstrou a irresponsabilidade do ex-cara ao incentivar seus seguidores a irem para as ruas em sua defesa, em claro desrespeito às leis que condenam o incitamento à violência.

Há grande dúvida se o ex-presidente deve ser preso na ocasião do seu interrogatório. Razões jurídicas não faltam, mas muitos analistas têm ponderado sobre o momento adequado para enjaulá-lo. Esta é questão para ser resolvida pelo Poder Judiciário, que tem a responsabilidade em ser o fiel da balança e garantir o respeito à lei e a busca da paz social – pois, se depender dos companheiros exaltados, o pau vai comer.

É certo que nenhum dos líderes será atingido por balas de borracha ou cassetetes. Eles estarão protegidos por seguranças e mantidos longe do confronto, onde predominam faixas e palavras de ordem.

Como diria o mestre Ataulfo Alves em seu célebre “Laranja Madura”: “Você diz que me dá casa e comida/ Boa vida e dinheiro pra gastar/ O que é que há, minha gente o que é que há/ Tanta bondade que me faz desconfiar/ Laranja madura na beira da estrada/ Tá bichada, Zé, ou tem maribondo no pé”.

Lula está bichado e no fim da estrada.

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