Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

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Ceia de Natal bem brasileira

Dicas da estação em tempos de Natal e ano novo. “Nossa herança da colonização de Portugal está presente no bolinho de bacalhau. Frutas secas, como nozes, castanhas e damascos também são hábitos cultivados”

Miriam Moura diz o que não pode faltar na mesa nas festas de fim de ano

No Brasil, o Natal chega junto com o verão, que começou nesta quarta-feira, 21 de dezembro. Mesmo assim, por muito tempo as ceias brasileiras repetiam hábitos culinários importados e eu lembro até mesmo de árvores natalinas decoradas com algodão, simulando a neve que cai em dezembro nos países do Norte.

Por aqui, país tropical e de altas temperaturas, nos últimos anos temos tentado resgatar nossas origens também na celebração do Natal. Aleluia! Os pratos principais nas nossas ceias são o peru, chester e tender. Nossa herança da colonização de Portugal está presente no bolinho de bacalhau. Frutas secas, como nozes, castanhas e damascos também são hábitos cultivados.

Lembro que na minha infância eu associava o Natal a peru recheado com sarrabulho. Na época, mais preocupada em ver o tamanho dos presentes na árvore, não tinha ideia de que esse era um típico legado gastronômico dos portugueses. Sarrabulho (fui olhar direitinho no dicionário Houaiss), é “sangue de porco coagulado; iguaria portuguesa que se prepara com esse sangue, miúdos, gordura e pedaços de carne de porco, tudo condimentado apropriadamente e ensopado”.  Pode ser que seja por isso que até hoje eu adore farofa. E farofa é a cara do Brasil, prato típico da nossa culinária.

Assim, está cada vez mais comum se encontrar nas mesas das ceias do Natal farofa à brasileira, seja ela preparada com banana, com frutas secas, crocante com amêndoas, com ovos,  vegana e até com frutos do mar. Lembro de ter ouvido uma vez o famoso chef Alex Atalla dizer que a farinha de mandioca é o ceviche brasileiro, e acho que ele tem razão. Nas nossas mesas – natalinas ou não – não pode faltar essa maravilha que é a farinha de mandioca, ingrediente principal da farofa.

E para acompanhar essas delícias brasileiríssimas, a coluna deixa aqui sugestões de espumantes indicados como os melhores do Novo Mundo pelo colunista de vinhos Jorge Lucki:

- Lírica Crua, Vinícola Hermann; Gran Legado Champenoise; Cave Geisse Brut Nature; Pizzato Nature 2013.

Melhor relação qualidade/preço existente no mercado brasileiro:

- Aracuri Brut Chardonnay; Campos de Cima Extra-Brut 2011; Don Giovanni Nature Champenoise e Batalha Nature.#FelizNatal!

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Sobre o autor

Miriam Moura

Miriam Moura

Miriam Moura é jornalista, com larga experiência na cobertura política em Brasília. Trabalhou em jornais como O Globo, O Estado de S. Paulo e foi assessora de Comunicação em tribunais superiores, como STJ, TST e CJF. É diretora de Consultoria e Treinamentos na Oficina da Palavra e In Press Oficina.

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