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A cobrança da “taxa de rolha”

"Como fazer se você quer garantir uma refeição agradável harmonizando aquele vinho especial que você guarda na adega? Há boas práticas e regrinhas que podem ser muito úteis"

Um hábito que cresce no mundo gourmet civilizado, levar a própria garrafa de vinho ao restaurante pode se transformar numa saia justa em muitos estabelecimentos aqui em Brasília. É um tema controverso para enófilos e sommeliers e visto por muitos clientes como um “abuso”. A própria legalidade da cobrança da “taxa de rolha” ainda é questionada no Brasil.

A solução, como em muitas outras questões, parece estar no meio. É preciso compreensão das duas partes, proprietários de restaurantes e comensais. O dono do restaurante deve diversificar opções e rótulos de vinhos e praticar preços razoáveis na carta. O cliente, por sua vez, também deve ter bom senso e não levar um vinho que pode ser comprado no supermercado da esquina como um mero artifício para baixar o valor da conta.

Crescem em Brasília as opções de bares de vinho, para alegria dos amantes de Baco

Como fazer, então, se você quer garantir uma refeição agradável harmonizando aquele vinho especial que você guarda na adega? Há boas práticas e regrinhas que podem ser muito úteis. Ligue para o restaurante e se informe se é possível levar a sua própria garrafa e se será cobrada a rolha. Certifique-se, também, que o vinho que você tem em mente não consta da carta do restaurante. Pergunte se a cobrança é para dois ou mais vinhos ou só para a primeira garrafa.

Se você for levar seu próprio vinho para garantir sucesso na harmonização, pode consumir um espumante do restaurante com a entrada ou um vinho de sobremesa em taça como uma maneira amigável de compensar a casa. Outra boa medida é dar uma gorjeta à parte para o sommelier em locais sem taxa de rolha.

A boa notícia é que, pouco a pouco, surgem soluções simpáticas e práticas para os apreciadores de vinhos e para aqueles que gostam de harmonizar a comida com as bebidas. Há clubes de vinhos que possuem convênios com restaurantes aqui em Brasília, nos quais você pode levar sua própria garrafa, sem pagar taxa ( http://www.clubedevinhosgb.com.br/ ). Há também aplicativos para celulares como o “Taxa de rolha” (www.taxaderolha.com.br), que ajuda a encontrar, de acordo com a sua localização, restaurantes que cobram ou não pela garrafa do cliente.

Crescem em Brasília as opções de bares de vinho, para alegria dos amantes de Baco. Há o Grand Cru (Lago Sul, QI 9/11 e na 412 Sul); o Piantas (403 Sul) e o IVV Swine Bar, na 314 Norte. A casa, extensão do clube de vinhos IVV, está sempre cheia. Um bom sinal de que ambientes descolados e profissionais de wine bar, como é comum em muitas capitais europeias, chegam para ficar.

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Sobre o autor

Miriam Moura

Miriam Moura

Miriam Moura é jornalista, com larga experiência na cobertura política em Brasília. Trabalhou em jornais como O Globo, O Estado de S. Paulo e foi assessora de Comunicação em tribunais superiores, como STJ, TST e CJF. É diretora de Consultoria e Treinamentos na Oficina da Palavra e In Press Oficina.

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