Vídeo: “pixulecos” são estourados e cédulas falsas lançadas em briga no plenário da Câmara

Ana Pompeu/Congresso em Foco

Deputado da tatuagem, Wladimir Costa (SD-PA) deu início ao tumulto ao gritar com oposicionistas

 

Por volta das 16h desta quarta-feira (2), uma confusão teve início, no plenário da Câmara, durante a sessão que analisa a denúncia por corrupção passiva que o presidente Michel Temer (PMDB) enfrenta desde 26 de junho, por imposição da Procuradoria-Geral da República (PGR). “Pixulecos” – bonecos infláveis do ex-presidente Lula, que ficaram famosos nas manifestações pró-impeachment – foram estourados por oposicionistas e cédulas de dinheiro falso foram arremessadas até sobre a Mesa Diretora. A bagunça foi reprimida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), visivelmente constrangido.

“Vocês acham que é bonito agir assim?”, questionou o deputado, sem receber muita atenção dos pares. A confusão, que produziu um empurra-empurra no meio do plenário, com a intervenção de policiais legislativos, seguiu-se por cerca de 15 minutos.

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Veja no vídeo:

 

O “deputado da tatuagem”, Wladimir Costa (SD-PA), um dos mais aguerridos defensores de Temer na Câmara, foi quem começou a gritaria ao levantar dois pixulecos do ex-presidente Lula e bater um no outro, provocando barulho e pronta reação dos colegas da oposição. Quando um deles se soltou das mãos do deputado, parlamentares da oposição o jogaram para trás. Os bonecos foram estourados e guardados nas bancadas da esquerda.

 

Lula Marques/AGPT

O momento em que base e oposição se enfrentam e pixulecos são estourados

 

Ao mesmo tempo, os oposicionistas se levantaram e estenderam cartazes com frases contra o presidente Temer e os parlamentares que o defendem. Neste momento, Maia interveio. “Não pedi que a oposição se expressasse. Mostrar o boneco pode”, disse.

Os dólares levados pela oposição com o rosto do presidente Temer estampado foram arremessados e voaram pelo plenário. O deputado Bohn Gass (PT-RS), chegou a cair entre gritos e empurrões, em uma cena que tem se repetido na Câmara nos últimos anos, principalmente depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

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