PTB de Roberto Jefferson obriga seus deputados a aprovar reforma da Previdência

Agência Brasil

Roberto Jefferson é o presidente do PTB

 

Primeiro a fechar questão em torno da reforma da Previdência, o PTB anunciou que a legenda apoiará a nova versão da reforma apresentada pelo governo de Michel Temer (PMDB). Ao todo, a sigla tem 16 deputados que, com a decisão, caso resolvam desobedecer a orientação, poderão ser punidos pelo partido.

“Consultada sobre a reforma da Previdência, a Executiva Nacional do Partido Trabalhista, em sua esmagadora maioria, manifestou apoio à proposta, considerando-a uma questão fechada”, diz a decisão da legenda anunciada por meio de nota à imprensa. O o ex-deputado Roberto Jefferson é o atual presidente do PTB.

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O texto diz ainda que o “PTB compreende que a reforma da Previdência é primordial para a retomada do crescimento”. “Sobretudo, coloca fim a alguns privilégios da elite funcional federal, que recebe benefícios 35 vezes superiores à média dos trabalhadores da iniciativa privada”, ressalta.

Ao fechar questão, a legenda se posiciona contra ou a favor de uma proposta oficialmente. Diante da decisão, todos os seus parlamentares são forçados a votarem de acordo com a determinação da liderança. As punições vão desde advertência a expulsão do partido.

Outras decisões

Com um partido rachado sobre o apoio ao governo do presidente Michel Temer, o PSDB se reunirá na tarde desta quarta-feira (6) para decidir se fecha questão ou deixa seus deputados livres para decidirem o próprio voto. Desde que as denúncias contra Temer vieram à tona, o partido ameaça deixar a base do governo. No entanto, até o momento não oficializou a decisão.

Ainda hoje, Temer também se reunirá com líderes de seu partido, que tem como presidente o senador  Roméro Jucá (RR), para decidir o tema. A maioria dos 60 deputados do PMDB, pilar da base de sustentação do governo, já resolveu “fechar questão” em torno da aprovação do novo texto, pauta que o governo tem como prioridade na reta final do ano legislativo.

No Planalto, a ordem é levar a cabo todos os instrumentos institucionais para aprovar a proposição – que, por se tratar de proposta de emenda à Constituição, exige dois turnos de votação tanto na Câmara quanto no Senado, com ao menos 308 e 49 votos, respectivamente (3/5 do total em ambas as Casas). Os governistas esperam aprovar o texto até o dia 13 de dezembro deste ano, antes do recesso parlamentar.

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