Produtos de empresas investigadas na Operação Carne Fraca são recolhidos em mercados do RJ

 

Estefan Radovicz/Agência O Dia

Vigilantes recolheram produtos para fazer análise laboratorial

 

A Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro recolheu, na manhã deste sábado (18), amostras de produtos comercializados pelas empresas investigadas na Operação Carne Fraca. A ação foi realizada em mercados da capital carioca. Entre os itens levados pelos fiscais estão carnes embaladas à vácuo e derivados.

O objetivo da ação é verificar a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor. Para isso, técnicos especializados em pesquisa laboratorial analisarão os lotes. Caso encontrem algum material impróprio para o consumo, todas as mercadorias ligadas ao lote de fabricação analisado serão retirados dos locais de venda.

Durante a semana novas apreensões serão realizadas. Desta vez, frangos e embutidos, como nuggets e linguiças.

A Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira (17), investiga a venda ilegal de carnes por frigoríficos de seis estados e do Distrito Federal. O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, é citado nas investigações. A Polícia Federal não apontou ilegalidade na conduta do ministro, que teve interceptada uma conversa telefônica com o superintendente do Ministério da Agricultura do Paraná de 2007 a 2016, Daniel Gonçalves Filho, que seria o líder da organização criminosa.

Na prestação de contas do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) à Justiça Eleitora, em 2014, consta uma doação oficial de R$ 200 mil da JBS, por intermédio do Diretório Nacional do PMDB. A empresa BRF – Brasil Foods, dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, doou R$ 1,5 milhão à campanha da candidata a presidente da República Dilma Rousseff em 2014. A empresa afirma produzir alimentos consumidos em 150 países em cinco continentes. E acrescenta que “a ética e a integridade estão lado a lado com a transparência”.

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