PF encontra documentos rasgados com amigo de Temer sobre reforma na casa de sua filha, diz jornal

EBC

Documentos estavam no apartamento do coronel da PM João Baptista, um dos mais antigos e fieis amigos de Temer

 

A Polícia Federal encontrou documentos rasgados, com informações sobre reforma na casa de uma filha do presidente Michel Temer (PMDB), na operação de busca e apreensão que fez no apartamento do coronel da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, um dos mais antigos e fieis amigos de Temer, conforme reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira (12).

Ricardo Saud, um dos delatores da JBS, afirmou em sua delação premiada ao Ministério Público que pelo menos R$ 1 milhão, dos R$ 15 milhões que o grupo doara para o caixa dois de Temer em 2014, foi entregue para Lima Filho.

A reportagem detalha que os papéis foram encontrados com recortes “feitos nos sentidos horizontal e vertical da folha, aparentemente com uma régua”, diz trecho do texto que afirma que, na interpretação dos investigadores que participaram da operação de busca e apreensão dos documentos, a forma como foram encontrados sugere que alguém queria destruir a documentação.

A suspeita é que o coronel seja um laranja de Temer. Durante as buscas da PF, também foram encontrados documentos que apontam que o coronel “controlava ou pagava despesas de Temer”. Ainda de acordo com a reportagem, um dos papéis apreendidos é a nota de um aparelho de telefonia comprado para Temer em 1998.

A operação de busca e apreensão foi realizada pela PF no apartamento do coronel, situado no bairro do Morumbi em São Paulo, na manhã do dia 18 de maio, como parte da Operação Patmos. Na ocasião, a polícia papéis mostrando que a empresa do coronel fez um orçamento para reformar um apartamento de Maristela Temer, filha do presidente, no Alto de Pinheiros.

O coronel é dono da Argeplan, empresa que tornou-se sócia do grupo finlandês AF Consult para construir a usina de Angra 3. O valor do negócio ficou em R$ 162,2 milhões. Pelo edital, a empresa era obrigada a contratar empresas nacionais. Uma delas foi a Engevix. Em 2016, o dono da Engevix, José Antunes Sobrinho, relatou ter dado R$ 1 milhão para a campanha de 2014 de Temer como retribuição pelo contrato com o grupo finlandês.

Conforme reportagem, a assessoria de Temer não se manifestou sobre o assunto, bem como o coronel reformado João Baptista.

Leia íntegra da reportagem da Folha de S. Paulo

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