Parlamentares aprovam condução coercitiva de artista nu na CPI dos Maus-Tratos

Reprodução

Um dos requerimentos convoca coercitivamente o coreógrafo Wagner Schwartz

 

Um grupo de parlamentares integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos aprovou requerimento para a convocação coercitiva do artista Wagner Schwartz, responsável pela performance nu no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), e do curador da exposição Queermuseu, em Porto Alegre, Gaudêncio Fidélis. Em setembro, Schwartz fez a apresentação na estreia do 35º Panorama de arte Brasileira e causou polêmica nas redes sociais após a performance de nudez.

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Membro da bancada evangélica no Congresso, o senador Magno Malta (PR-ES) é o autor dos pedidos de condução coercitiva. Malta também é o presidente da CPI e apresentou o requerimento sob a justificativa de que os artistas não responderam ao convite para as audiências da comissão em São Paulo. Diante do requerimento, Schwartz e Fidélis serão conduzidos por força policial à reunião da CPI. A reunião que aprovou os requerimentos ocorreu na última quarta-feira (8).

A apresentação no MAM ocorreu no dia 26 de setembro e causou polêmica após um vídeo viralizar no Facebook. O filme exibe o momento em que uma criança de aproximadamente quatro anos, acompanhada da mãe artista, tocar o pé do homem nu. Segundo o MAM, o evento era aberto a visitantes, mas havia sinalização sobre a nudez na sala onde a performance era realizada.

Fidélis foi o curador responsável pela exposição Queermuseu, cancelada pelo Santander em Porto Alegre, após críticas nas redes sociais por suposto retrato de pedofilia e zoofilia em algumas das obras selecionadas. O objetivo da comissão que pediu as convocações é investigar as irregularidades e os crimes relacionados aos maus-tratos em crianças e adolescentes no país.

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Recentemente, em plenário, Magno Malta fez reclamações das recentes manifestações artísticas que, explorando a nudez e tocando temas como homossexualidade, pedofilia e zoofilia, têm causado reações raivosas de setores sociais conservadores – para Magno, esse é “um momento sensível, terrível, de um ataque sistemático, organizado contra a família”.

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