MPF e PF fazem ação contra Suzana Neves, ex-mulher de Cabral e prima de Aécio

 

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Cabral está preso em Bangu desde novembro de 2016, acusado de comandar esquema de corrupção no governo do Rio de Janeiro

 

A Polícia Federal cumpre dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Suzana Neves, ex-mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), preso desde o ano passado no complexo penitenciário de Bangu. As ações são cumpridas em Araras (RJ) e São João Del-Rei (MG). Suzana é prima do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do vice-governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles (PP) e mãe do deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ).

Segundo as investigações, Suzana comprou, em nome de sua empresa – Araras Empreendimentos Consultoria e Serviços Ltda – um imóvel no município mineiro por R$ 600 mil sem ter recursos de origem lícita compatível.

Os investigadores suspeitam que ela recebia dinheiro ilícito do ex-marido na forma de “pensão informal”. Os repasses eram de R$ 15 mil a R$ 20 mil, de acordo com ela, para custear as despesas com os três filhos do casal. Um deles é o deputado federal Marco Antônio Cabral, cujo salário é de R$ 33,7 mil.

Em depoimento em janeiro, Suzana contou que o dinheiro era repassado por Luiz Carlos Bezerra, ex-assessor de Cabral preso acusado como um dos operadores do esquema de corrupção do governo do peemedebista.

O MPF também apura se o imóvel utilizado por Suzana era utilizado por Cabral para guardar bens comprados com recursos ilícitos, como obras de arte. Testemunhas afirmam que a casa recebeu o descarregamento de um “container de quadros”.

Pelos registros, a Araras é sediada na própria residência de Suzana no Rio, não tem qualquer empregado registrado e distribui lucros e dividendos incompatíveis com suas receitas. A ex-mulher do ex-governador é suspeita de ter ocultado R$ 1,2 milhão de origem ilícita por meio da empresa.

A atual esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, está em prisão domiciliar e responde a processo da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, assim como o marido.

Justiça decide que Adriana Ancelmo pode permanecer em prisão domiciliar até julgamento de recursos

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