Moro condena ex-vice-presidente da Câmara a quatro anos de prisão por lavagem de dinheiro

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

André Vargas deixou o PT após virar alvo da Lava Jato

O ex-vice-presidente da Câmara André Vargas (ex-PT-PR) foi condenado pela segunda vez no âmbito da Operação Lava Jato. Desta vez, o juiz Sérgio Moro condenou o ex-petista a quatro anos e meio de reclusão, inicialmente em regime fechado, pelo crime de lavagem  de dinheiro. O ex-deputado, que está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, já havia sido condenado por Moro, em setembro de 2015, a 14 anos e 4 anos meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Vargas está preso há dois anos.

De acordo com a sentença divulgada nesta quinta-feira (6), Leon Vargas, irmão do ex-parlamentar, também foi condenado a três anos de reclusão, inicialmente em regime aberto, por lavagem de dinheiro. A pena dele, porém, foi convertida em prestação de serviço à comunidade e pagamento de cinco salários mínimos. Já Eidlaira Soares Gomes, esposa de André Vargas, foi inocentada no mesmo processo.

Segundo a denúncia, o irmão e a esposa do ex-deputado compraram, com recursos criminosos, um imóvel Londrina (PR), no valor de R$ 500 mil. Mas, de acordo com o Ministério Público, a casa custava R$ 980 mil. O juiz considerou que a família usou de expedientes para dificultar a identificação da origem do recurso.

Justiça condena ex-deputado André Vargas a 14 anos de prisão

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