Maia adverte governo sobre falta de votos para reforma da Previdência e anuncia votação para setembro

Agência Brasil

Presidente da Câmara defende reforma política para mudar regras eleitorais em 2018 e 2022: “Eu vou tentar convencer os deputados de que a gente precisa organizar as duas próximas eleições, em 2018 e 2022"

 

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (7) que deve submeter a proposta de reforma da Previdência a votação apenas em setembro. Até lá, segundo ele, o presidente Michel Temer (PMDB), terá de trabalhar duro para garantir o apoio da base aliada e os 308 votos necessários para aprovar o texto. Em entrevista à rádio CBN, Maia afirmou que os 263 votos obtidos pelo presidente na semana passada para escapar da continuidade das investigações da Lava Jato por corrupção estão longe de dar tranquilidade a Temer.

“A gente precisa estar pronto para votar a reforma no começo do mês. Por isso, precisamos estar com a base organizada já no final de agosto”, declarou. Maia defendeu ainda que a versão aprovada pela Câmara seja a aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que, entre outras coisas, estabelece idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres. Segundo ele, os deputados devem ter “bom senso”, “maturidade” e “responsabilidade”. Qualquer outra mudança, na avaliação de Maia, tornará sem efeito a reforma.

“Aqueles que votaram a favor do presidente não são suficientes para aprovar uma reforma. Mas eu acredito que o Brasil deve estar acima de tudo. A gente precisa reorganizar a base com um número de, pelo menos, 320 ou 330 parlamentares que é um número suficiente para dar conforto para aprovar a reforma da Previdência”, afirmou.

O presidente da Câmara disse que promoverá debates na Casa, nas próximas semanas, para convencer os parlamentares, sobretudo da base aliada, da urgência em torno da aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria e pensões. Maia também confirmou o interesse em pautar a reforma política. “Eu vou tentar convencer os deputados de que a gente precisa organizar as duas próximas eleições, em 2018 e 2022. Eu tenho defendido a lista pré-ordenada, mas reconheço que é difícil que ela passe, porque foi mal explicada para a sociedade”, declarou.

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