Sexta, 24 de Fevereiro de 2017

Líder de ato pró-Bolsonaro defende intervenção militar

Para manifestante, só um regime militar pode “acabar com essa palhaçada de julgar partidariamente”. Segundo ele, Justiça brasileira “está cega pro bem, está julgando aí que o mal tem que prevalecer a todo momento”

Sylvio Costa/Congresso em Foco

Guto Oliveira, que liderou manifestação contra a decisão do STF que transformou Bolsonaro em réu

Noite de quarta-feira, 22 de junho. Na véspera, o Supremo Tribunal Federal havia tornado o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) réu em processo criminal por incitação ao estupro e por injúria, em razão de um entrevero envolvendo a também deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), a quem o parlamentar chamou de “vagabunda”.

 

Perto de 20 pessoas protestam contra a decisão. “Somos Todos Farsantes”, diz um dos cartazes, num trocadilho com as iniciais do STF. “Fora Foro de São Paulo”, lê-se em outro. As mensagens escritas incluem ainda “Fora Dilma” e “Bolsonaro presidente”. De megafone na mão, Guto Oliveira, pequeno empresário de Brasília, comanda a manifestação, marcada por críticas ao Supremo, ao comunismo e ao PT. Segundo sua página no Facebook, Guto nasceu em Taguatinga (uma das mais populosas cidades do Distrito Federal), mora em Águas Claras (cidade vizinha a Taguatinga) e é proprietário da Lord Formaturas, uma empresa de eventos. No seu perfil, é visto numa foto ao lado de Bolsonaro e se apresenta como “um analista político informal, com ideologias políticas próprias lutando sempre contra a corrupção, mantendo a esperança viva de um Brasil politicamente melhor”.

Em entrevista ao Congresso em Foco, ele disse que esse “Brasil melhor” passa por uma intervenção militar, que deve ter como um dos seus principais alvos o STF. Veja o vídeo.

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