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Janot, o marciano

"Tenho sinceras dúvidas se Janot é apenas um tecnocrata perdido e deslumbrado, que não consegue enxergar um palmo a sua frente, ou se age de caso pensado, a serviço de interesses antinacionais"

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, aquele que se despediu do cargo tomando uma cerveja num boteco de Brasília com o advogado da JBS, disse que o governo foi tomado por uma quadrilha, e afirmou: “se não há provas contra Temer, eu me mudo para Marte”.

Veja também: Temer e Aécio se achavam imunes, diz Janot: “Se provas não forem suficientes, me mudo para Marte”

Quem ajudou a derrubar a ex-presidente Dilma e colocou Michel Temer no governo? Janot. Quem deu sustentação à prisão de Lula? Janot. Quem destruiu empresas nacionais e tem suas digitais no brutal desemprego que enfrentamos? Janot.

Ressurge agora para tentar emparedar a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, exigindo que ela apresente nova denúncia contra Temer. Janot e a Globo apresentaram duas, e perderam. Querem derrubar Temer faltando 150 dias para as eleições e colocar quem no lugar? Qual o objetivo não revelado? Adiar o pleito?

Tenho sinceras dúvidas se Janot é apenas um tecnocrata perdido e deslumbrado, que não consegue enxergar um palmo a sua frente, ou se age de caso pensado, a serviço de interesses antinacionais. Em qualquer hipótese, o melhor é ir logo para Marte. Já vai tarde.

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Sobre o autor

Ricardo Cappelli

Ricardo Cappelli

Jornalista, especializado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi secretário nacional de Esporte Educacional e de Incentivo ao Esporte nos governos Lula e Dilma. Ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), é tricolor e Vila Isabel de coração. Exerce atualmente o cargo de secretário chefe da representação no DF do governo do Maranhão

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